Marinha

Fuzileiros desaparecidos já foram encontrados

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As buscas efetuadas esta terça-feira permitiram encontrar os dois alunos do curso fuzileiros da Marinha que se tinham perdido durante um exercício de orientação, que teve inicio no domingo à noite.

Manuel Almeida/LUSA

Os dois alunos do curso de fuzileiros da Marinha que se perderam durante um exercício de orientação, que teve início no domingo à tarde, foram encontrados esta terça-feira, como confirmou ao Observador o porta-voz da Marinha, comandante Paulo Vicente. O reforço de militares no terreno permitiu encontrar os jovens que se encontravam bem.

Encontram-se bem, já foram alimentados, agasalhados e estão a caminho da Base dos Fuzileiros, onde serão vistos pelo serviço de saúde”, informou o comandante Paulo Vicente.

Domingo era “o primeiro dia de formação desta força especial”, disse o porta-voz da Marinha. A formação dos fuzileiros tem um período de 25 dias, equivalente à recruta militar, com o objetivo de fazer a transição da vida civil para a vida militar. Neste período os cadetes são sujeitos a provas físicas e de orientação, aprendem a marchar e a usar armas, e são estimulados para o trabalho em equipa, explicou o comandante Paulo Vicente. Depois dos 25 dias, segue-se um período de treino específico de seis meses.

No final do dia de domingo, dez cadetes do curso de oficiais fuzileiros do regime de contrato foram levados com vendas e largados na Lagoa de Albufeira, Sesimbra, com o objetivo de chegarem à Base dos Fuzileiros, em Coina, concelho do Barreiro. O exercício tinha como objetivo testar a orientação dos futuros oficiais fuzileiros, mas a não-conclusão da prova não vai prejudicar a formação dos dois jovens, garantiu o porta-voz da Marinha.

Os cadetes foram deixados em locais distintos – todos em zonas inóspitas com muita vegetação – e aos pares, para que se pudessem socorrer um ao outro, caso fosse necessário. Apesar de se tratar de um prova de orientação e de terem como objetivo chegar à Base, os cadetes não levavam bússola, mapas ou GPS, não podiam contactar as populações e não podiam ser vistos – muito menos pelos instrutores que estavam no terreno a delimitar a área da prova.

Levavam apenas o fato de exercício e três contactos de emergência, para usarem em caso de perigo. Apesar de perdidos, os dois jovens, na casa dos 20 anos, não sentiram necessidade de recorrer a estes contactos, confirmou o comandante Paulo Vicente. O frio e a chuva que se fizeram sentir não poderão ser um problema para estes cadetes que se prepararam para integrar uma força especial, lembra o oficial. Até ao final da formação as provas vão ser bem mais duras do que esta.

“Normalmente a prova dura 12 a 24 horas”, disse o porta-voz da Marinha. E a primeira equipa conseguiu chegar ao fim de 12 horas. Mas não é a primeira vez que os alunos demoraram bem mais tempo a completar a prova. “Até ao momento não há registo de nada que tenha corrido mal, não houve nada fatal. Se tivesse acontecido [algo do género] deixava de ser fazer a prova”, garantiu o comandante Paulo Vicente.

O oficial disse que a situação só tomou esta dimensão mediática depois de contactarem a família dos jovens e informarem a GNR da situação. A Guarda Nacional Republicana disse ao Observador que tinha sido informada da situação, mas que não estava a participar nas buscas porque os Fuzileiros têm meios e efetivos suficientes para este tipo de buscas e melhor conhecimento do terreno.

Atualizado às 19h15.

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