O Governo grego enviou esta segunda-feira para os credores internacionais a proposta de reforma do sistema de pensões e na lista de medidas estão cortes profundos que podem chegar aos 30%, o aumento das contribuições para a Segurança Social pagas pelas empresas em 1 pontos percentual e das pagas pelos trabalhadores em 0,5 pontos percentuais.

A proposta, enviada pelo ministro da Segurança Social depois de apresentada ao Presidente grego, não foi apresentada aos partidos da oposição antes de ser transmitida aos credores e inclui novos cortes nas pensões gregas, mesmo depois dos profundos cortes aplicados desde 2010.

Segundo o Governo, o valor médio das pensões era de 1480 euros em 2010, quando a Grécia recebeu o primeiro resgate. Quando o Syriza chegou ao governo, as pensões já tinham sofrido vários cortes, que baixaram o valor médio das pensões para 863 euros.

Ainda assim, a proposta, segundo o jornal grego Kathimerini, inclui cortes entre 15% e 30% nas novas pensões. Os cortes devem começar nos 15% para quem receber pensões a partir de 750 euros e aumentam para 30% para os rendimentos mais altos.

O Governo grego tem-se desdobrado em explicações, garantindo que as pensões não sofrerão cortes, referindo-se às novas pensões. Isso será verdade, pelo menos para já, uma vez que existe o compromisso de reavaliar esta questão em 2018.

Numa declaração às televisões gregas, a porta-voz do Governo, Olga Gerovasili, disse esta terça-feira que a reforma é fundamental e pediu apoio para “evitar o colapso do sistema de segurança social” na Grécia.

O governo grego atacou os partidos da oposição, em especial o PASOK e a Nova Democracia, exigindo-lhes que assumam responsabilidade pelos cortes que aplicaram enquanto estavam no governo, para de seguida pedir o seu apoio à proposta que agora apresentam de aumentar as contribuições para a Segurança Social pagas por empresas e trabalhadores, de forma a evitar cortes mais profundos nas pensões.