O opositor cubano Vladimir Morera, que está a cumprir uma pena de quatro anos de prisão, abandonou a greve de fome que mantinha desde 09 de outubro para exigir a sua libertação, disse fonte familiar à Efe.

“O meu pai abandonou a greve da fome e está a ingerir alimentos líquidos por via oral desde há cinco dias”, informou o seu filho, Vladier Morera.

Vladier Morera disse que visitou o pai no domingo, numa sala de cuidados intermédios do hospital universitário “Arnaldo Milián Castro”, de Villa Clara, onde está internado desde há duas semanas.

O preso, de 45 aos, que milita no oposicionista Movimento Cubano de Reflexão, foi detido em 19 de abril de 2015, depois de escrever frases de contestação ao regime nas paredes da sua casa, na localidade de Manicaragua, em Villa Clara, no mesmo dia em que se realizaram eleições municipais em Cuba.

O filho especificou que o pai “está desorientado” e, se bem que o tenha reconhecido, “não se recorda de nada”, além de que “ignora a razão pela qual está ali”.

Acrescentou ainda que “os médicos disseram que o pai tem perda de memória por falta de vitaminas, devido à greve (de fome), mas que a há de recuperar aos poucos”.

O julgamento de Vladimir Morera realizou-se em 27 de novembro e, depois de recurso, foi ratificada a sentença de quatro anos de prisão por ferimentos (em terceiros) e desordem pública.

O opositor já tinha cumprido uma condenação em 2014 a foi um dos 53 presos políticos libertados pelo regime cubano em finais de 2015, por solicitação os EUA, no contexto do processo de restabelecimento das relações diplomáticas bilaterais.

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