As Reservas Internacionais Líquidas (RIL) angolanas subiram seis por cento entre outubro e novembro após sucessivas quedas, fixando-se em 24.890 milhões de dólares (22,9 mil milhões de euros), o valor mais alto em cinco meses.

Os dados constam de um relatório mensal do Banco Nacional de Angola (BNA) e indicam ainda que entre janeiro e novembro, Angola viu estas reservas, necessárias para garantir nomeadamente as importações nacionais de matéria-prima ou de alimentos, reduziram-se 7,3 por cento, fruto da crise da cotação internacional do petróleo, que diminuiu as receitas angolanas e a entrada de divisas no país.

No total, estas reservas perderam 1,9 mil milhões de dólares (1,8 mil milhões de euros) em onze meses, segundo cálculos feitos pela Lusa.

De acordo com dados disponibilizados pelo BNA, as RIL eram de 27.276 milhões de dólares (25,1 mil milhões de euros) em 2014, de 31.154 milhões de dólares (28,6 mil milhões de euros) em 2013, de 30.828 milhões de dólares (28,3 mil milhões de euros) em 2012 e de 26.321 milhões de dólares (24,2 mil milhões de euros) em 2011.

Na revisão do Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2015, aprovado em março e que surgiu face à forte quebra nas receitas com a exportação de petróleo, o executivo angolano já previa uma descida dessas reservas para garantir cinco meses de importações, face à média anterior de seis meses.

Contudo, o Governo admitiu entretanto terminar o ano de 2015 com reservas necessárias para garantir mais de seis meses de importações.

As reservas contabilizadas pelo BNA são constituídas com base em disponibilidades e aplicações sobre não residentes, bem como obrigações de curto prazo.

Angola é o segundo maior produtor de petróleo da África subsaariana, atividade que representa cerca de 98% do total das exportações do país.

O setor garantiu em 2013, segundo o Ministério das Finanças, 76% das receitas fiscais angolanas, mas o seu peso deverá descer este ano para 36,5% devido à forte redução da cotação do crude no mercado internacional.

Na crise petrolífera de 2009, as RIL angolanas reduziram-se até aos 13 mil milhões de dólares (11,9 mil milhões de euros), o que obrigou o Governo angolano a pedir um empréstimo ao Fundo Monetário Internacional no valor de 1.375 milhões de dólares (1,2 mil milhões de euros).