Os trabalhadores da Petrogal marcaram uma greve para a próxima sexta-feira nas refinarias do Porto e de Sines e decidiram ainda prolongar a luta nos próximos três meses, estando ainda por definir os períodos de paralisação.

Segundo o comunicado do Sindicato da Indústria e do Comércio Petrolífero (SICOP), a greve na refinaria da Petrogal, do grupo Galp Energia, no Porto, que abrange o terminal de Leixões, o parque de Viana do Castelo, o parque de Perafita, o parque da Boa Nova e o parque do Real, começa às 06:00 de sexta-feira e prolonga-se por 24 horas.

Na refinaria de Sines, o protesto terá uma duração de quatro horas, entre as 07:00 e as 11:00 de sexta-feira.

Ainda na área de Lisboa, os trabalhadores da Petrogal também marcaram greve para sexta-feira, e tem uma duração de quatro horas, entre as 12:00 e as 18:00.

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Já na quarta-feira, os trabalhadores da Petrogal vão realizar uma ação de protesto na sede da empresa, em Lisboa.

Nos plenários realizados em Lisboa, Sines e Porto, foi decidido prolongar a luta nos próximos três meses, com períodos adaptados às realidades de cada instalação, que serão divulgados com detalhe em aviso prévio de greve ainda esta semana, adiantou à Lusa o coordenador do SICOP, Rui Pedro Ferreira.

Estes protestos foram decididos em plenários de trabalhadores a 30 de dezembro, depois de terem suspendido a paralisação, convocada para 28, 29 e 30 de dezembro, devido à existência de impedimentos a que “os trabalhadores exerçam, plenamente, o direito de greve”, informa um comunicado sindical.

Em causa, um despacho conjunto dos ministros da Economia e do Trabalho a determinar os termos de ‘funcionamento mínimo’, ou seja, ‘os mínimos técnicos’, das refinarias do Porto e de Sines durante o período da greve.

Na sequência da posição do Governo, além de suspenderem a greve, os sindicatos avançaram, no último dia de 2015, com uma providência cautelar no Tribunal Administrativo e Fiscal do Círculo de Lisboa para suspender a eficácia do despacho emitido pelos ministros do Trabalho e da Economia.

Contactada pela Lusa, a Galp Energia escusou-se a fazer comentários sobre as greves anunciadas.