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Infografia: a história dos testes nucleares

Este artigo tem mais de 5 anos

Dez anos depois do primeiro teste nuclear, a Coreia do Norte volta a colocar o Ocidente em alerta. Conheça a evolução dos testes nucleares dos países armados e a caminhada da Coreia nesta área.

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AFP/Getty Images

AFP/Getty Images

Desde o final da II Guerra Mundial que a Coreia do Norte revela interesse em desenvolver um programa de armas nucleares e em seguir os Estados Unidos. Em 1945, os EUA já se preparavam para armazenar esse tipo de armamento e a sua capacidade viria a crescer exponencialmente menos de uma década mais tarde: se no final da Grande Guerra, não tinham mais que duas armas (as que explodiram em Horoshima e Nagasaki), o número viria a multiplicar-se 850 vezes nove anos depois e em 1966 havia 31 mil armas nucleares com a bandeira norte-americana.

Na infografia abaixo vai poder comparar a capacidade do armamento nuclear de algumas das principais nações do mundo com acesso a ele. Através dele pode conhecer a evolução das armas e dos testes nucleares em cada país.

Tanto quanto se sabe, a Coreia do Norte não chega ainda à capacidade de armamento que os Estados Unidos tinham há 50 anos. E menos ainda à que a Rússia conseguiu oficializar em 1987, quando já tinha mais de 38 mil armas. Mas foi ainda no mandato de Lyuh Woon-hyung, o primeiro presidente da Coreia do Norte (assassinado dois anos depois de chegar ao poder), que o país começou a tentar armazenar plutónio e urânio enriquecido. Para acompanhar a investigação científica no início dos anos 50, a Coreia do Norte abriu a Academia das Ciências e o Instituto de Investigação da Energia Atómica. Mas os avanços no ramo da energia nuclear só se tornaram notados quando o país estabeleceu acordos com a União Soviética para treinar novos profissionais, escreve a Nuclear Threat Initiative.

Ainda assim, com maior independência em termos de pessoal especializado e a caminho de obter tecnologia cada vez mais avançada, a Coreia do Norte participou no Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, assinado em 1968 por 189 países. O tratado tinha quatro pilares essenciais: definir do que é uma arma nuclear, travar a sua proliferação, fomentar o desarmamento dos países e determinar que o uso da energia nuclear devia ser cingido a propósitos pacíficos. Quando os Estados Unidos anunciaram que iriam retirar as armas nucleares instaladas na Coreia do Sul, em 1991, as suas Coreias assinaram mais um acordo: a Declaração de Desnuclearização da Coreia do Norte, que proibia ambos os países de testar, produzir, receber, comprar e desenvolver armas nucleares.

Mas há doze anos a Coreia do Norte retirou-se do acordo, colocando cinco países em alerta: Estados Unidos, Rússia, Reino Unido, França e China, todos eles potências nucleares (a outra será Israel, algo nunca assumido). Os cinco reuniram com a Coreia do Norte com o objetivo de convencer o seu líder a deixar de lado a utilização de armas nucleares, mas ao fim de seis anos as reuniões não produziram efeitos e terminaram, em abril de 2009.

É que a Coreia do Norte não parecia interessada em desnuclearizar-se, sugere o John Stone Archive: em maio de 2006, um ano depois de ter oficializado que já tinha em seu poder armas nucleares, o país testava pela primeira vez uma arma nuclear. Aconteceu a 9 de outubro, apenas cinco dias depois de ter admitido as suas intenções de realizar a experiência subterrânea e 20 minutos depois de ter avisado a China de que o teste ia acontecer. A arma usava plutónio e não tinha mais que uma quilotonelada de TNT de energia (dados recolhidos por França), algo que pode ter ficado aquém das expetativas norte-coreanas, que indicavam que esse valor chegasse às quatro quilotoneladas de TNT de energia (o valor que a Coreia indicou à China).

Em maio de 2008, com Kim Jong-Il na cadeira de Querido Líder, a Coreia do Norte anunciou que já tinha 38.5 quilogramas de plutónio extraído de combustível nuclear irradiado pelos reatores nucleares (e que, sendo considerado “perdido”, não poderia produzir energia). Apesar do ceticismo ocidental na altura no anúncio, o Instituto para Ciência e Segurança Internacional tinha avisado em meados de 2006 que a Coreia do Norte poderia já ter 63 quilogramas de plutónio, o suficiente para fazer entre quatro e 13 armas nucleares. No entanto, um novo teste demonstrou que o país ainda tinha um longo caminho pela frente no que toca ao desenvolvimento do armamento nuclear: todos os outros países que já haviam levado a cabo teste nucleares tinham obtido resultados energéticos muito maiores. A Índia, em 1974, conseguiu testar uma arma nuclear que libertou 15 quilotoneladas de TNT e o Paquistão, em 1998, chegou às 31 quilotoneladas.

Certo é que um ano depois a Coreia do Norte voltou a fazer um teste nuclear, mas que não passou das 2.4 quilotoneladas de TNT libertadas. Em 2013, o teste nuclear teve uma energia libertada três vezes maior. Desta vez, a natureza do teste nuclear alegadamente conduzido pela Coreia do Norte ainda está a ser estudada, mas pode ler o parecer do Instituto para a Ciência e Segurança Internacional aqui.

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