O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Marco Polo Del Nero, um dos acusados no âmbito do escândalo de corrupção que abalou a FIFA, requereu esta quinta-feira licença do cargo por 150 dias por “motivos de ordem pessoal”.

O responsável da CBF tinha retomado funções na terça-feira, no termo de uma licença que teve início a 3 de dezembro, destinada a preparar a sua defesa.

Marco Polo Del Nero já tinha renunciado em novembro ao cargo no Comité Executivo da FIFA, durante a reunião da Confederação Sul-Americana (CONMEBOL) da modalidade, que aceitou unanimemente a renúncia do dirigente, assim como a sua substituição pelo compatriota Fernando Sarney, que é o vice-presidente da CBF e filho do antigo presidente José Sarney.

Del Nero sucedeu a Ricardo Teixeira na FIFA, apesar de só ter assumido responsabilidades máximas na CBF em abril passado, após um mandato de três anos de José Maria Marín, preso nos Estados Unidos devido a um caso de corrupção na FIFA.

O atual presidente da CBF está também a ser investigado no Brasil no âmbito dos processos de corrupção na FIFA e não tem viajado para fora do seu país, nem para acompanhar as reuniões dos organismos onde ocupava cargos, nem acompanhando a seleção brasileira.

No início de dezembro, o Departamento de Justiça norte-americano anunciou a existência de 16 novos acusados no âmbito do caso de corrupção da FIFA, entre os quais Marco Polo del Nero.