O papa Francisco visita o México em fevereiro, numa viagem que não é “uma interferência na vida política”, mas para anunciar “a alegria do Evangelho”, disse o núncio apostólico, Christophe Pierre, em conferência de imprensa.

“O papa não vem com as soluções prontas, as soluções terão que ser feitas por nós”, sublinhou no sábado Christophe Pierre, acrescentando que, em acontecimentos como este, a Igreja convida os cidadãos a seguir valores como a luta contra a pobres ou contra a violência.

A visita papal decorre entre 12 e 17 de fevereiro e vai incluir a capital mexicana, Tuxla Gutiérrez e San Cristóbal de las Casas (no estado de Chiapas), Morelia (Michoacán), Ecatepec (estado do México) e Ciudad Juárez (Chihuahua), a última etapa de Francisco no país.

Para melhorar as condições de segurança, o acesso aos locais das celebrações e encontros vai ser feito através de bilhetes, que vão ser distribuídos gratuitamente pelas dioceses, informou o coordenador geral da visita e secretário-geral da Conferência do Episcopado Mexicano (CEM), Eugenio Lira, também na mesma conferência de imprensa.

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Cada uma das dioceses vai especificar qual o procedimento para distribuir os bilhetes, que só terá lugar próximo da data da visita para evitar falsificações, afirmou Lira, explicando que as autoridades receberam mais de quatro mil pedidos de acreditação de jornalistas para a visita do papa.

Os espaços dos encontros “serão limitados”, mas vão realizar-se duas missas multitudinárias, em Ecatepec e Ciudad Juárez, disse Lima, que destacou o encontro com as famílias em Tuxla Gutiérrez.

Neste encontro com as famílias, Eugenio Lima explicou que os familiares de desaparecidos terão oportunidade de participar no evento, do qual o papa “não excluirá ninguém”.

O coordenador da visita respondia a uma pergunta sobre se Francisco ia manter um encontro com os familiares dos 43 estudantes desaparecidos no sul do México em 2014, mas reiterou que o papa não pretende “resolver os problemas do país”.

A missa na Ciudad Juárez será sobre “a migração e as vítimas de diversas formas de violência”, afirmou.

Na capital mexicana, Jorge Bergoglio vai tentar interagir com os fiéis no Zócalo – que estará dividido em secções para permitir a circulação do “papamóvel” – e visitar a basílica de Guadalupe.

Neste lugar, Francisco pediu para passar algum tempo em silêncio em frente à imagem da Virgem de Guadalupe.

O responsável pelas viagens internacionais do papa, Alberto Gasbarri, esteve recentemente no México para reuniões com as autoridades eclesiásticas e representantes dos governos dos estados pelos quais passará a comitiva papal.