As taxas de juro médias praticadas nas novas operações para crédito à habitação voltaram a tocar num mínimo histórico ao fixarem-se em 2,13%, uma diminuição de três pontos base face ao mês anterior, divulgou o Banco de Portugal.

Na sua nota de informação estatística, o supervisor financeiro refere hoje que em relação aos novos empréstimos concedidos a particulares para habitação, “a taxa de juro média diminuiu três pontos base (p.b.) em novembro, fixando-se em 2,13%, que corresponde a um mínimo histórico”.

O Banco de Portugal adianta que o montante de novas operações de empréstimos para habitação, que atingiu os 413 milhões de euros “é o mais elevado desde maio de 2011, apesar de inferior a metade do valor médio verificado nos cinco anos anteriores a 2011”.

Já relativo ao crédito ao consumo, as taxas de juro médias foram de 7,99% e 4,68%, apresentando reduções relativamente ao mês anterior de seis e três pontos base, respetivamente.

Relativamente aos novos empréstimos às empresas, registou-se em novembro uma taxa de juro média de 3,57%, “17 p.b. inferior à do mês anterior”.

O supervisor financeiro acrescenta que, em novembro passado, a taxa de juro média dos novos depósitos de sociedades não financeiras (empresas) foi de 0,43%, o que representa um aumento de três pontos base (p.b.) face ao mês anterior.

A taxa de juro média dos novos depósitos de particulares atingiu um mínimo histórico, situando-se em 0,55%, o que representa uma redução de cinco p.b. em relação a outubro.

Relativamente aos empréstimos bancários concedidos a sociedades não financeiras registaram uma taxa de variação anual (tva) de -3,2%, o que representa uma variação positiva de 0,2 pontos percentuais (p.p.) face ao mês anterior (-3,4%).

A taxa de variação anual dos empréstimos bancários concedidos a particulares manteve-se no mesmo nível do mês anterior (-3,0%).

No que se refere aos depósitos bancários, a taxa de variação anual das empresas foi de 5,7%, o que corresponde a uma redução de 3,1 p.p. em relação ao mês anterior.

Já para os particulares, a taxa de variação anual dos depósitos foi de 3,1%, o que representa uma redução de 0,2 p.p. em relação a outubro.

No final de novembro, o montante de depósitos de particulares junto dos bancos residentes ascendia a 137,5 mil milhões de euros.