Um palestiniano apunhalou uma grávida num colonato próximo de Jerusalém, no segundo ataque com facas em menos de 24 horas no sul da Cisjordânia.

Michal Froman, de 30 anos, ficou gravemente ferida, mas não corre risco de vida. O ataque ocorreu numa rua do colonato de Tekoa, a sudeste de Jerusalém, indicaram o exército e a porta-voz do hospital Shaare Tzedek, em Jerusalém, onde foi hospitalizada.

O atacante, de 17 anos, foi hospitalizado em estado grave, em Jerusalém, depois de ter sido atingido a tiro pelas forças de segurança israelitas no colonato ao sul de Hebron.

As autoridades israelitas continuam à procura de um outro atacante palestiniano que, no domingo, matou uma israelita, mãe de seis crianças, num colonato ao sul de Hebron.

Dafna Meir, uma enfermeira de 38 anos, foi morta à facada em casa, em Otniel, de acordo com os meios de informação israelitas. Alguns dos filhos de Dafna Meir, com idades entre os quatro e os 17 anos, assistiram ao ataque, mas não ficaram feridos.

No funeral, esta manhã, em Jerusalém, o primeiro-ministro israelita prometeu que “o terrorista seria detido”.

“Quem tentar prejudicar-nos, será levado à justiça (…) e pagará caro”, sublinhou.

Na sequência destes dois atentados no sul da Cisjordânia, vários milhares de trabalhadores palestinianos foram proibidos de entrar hoje nos colonatos judaicos nesta parte de território palestiniano, por um período indeterminado, indicou o exército.

Desde 01 de outubro, 155 palestinianos e 24 israelitas morreram, de acordo com uma contagem da agência noticiosa francesa AFP. A maioria dos palestinianos mortos atacou ou tentou atacar, sobretudo com arma branca, civis ou membros das forças israelitas.

Um norte-americano e um eritreu também morreram nos ataques.