A UEFA retirou o Sporting da lista dos clubes que não cumprem as regras do fair-play financeiro. Em comunicado, a organização afirma que o clube de Alvalade cumpriu “integralmente” as regras impostas, pelo que foi retirado do “regime de liquidação” da UEFA.

Depois de duas temporadas a registar resultados financeiros negativos (2012/2013 e 2013/2014), a UEFA tinha inicialmente imposto ao Sporting uma redução da presença de dois jogadores na lista A (jogadores elegíveis para atuar nas competições europeias) e uma retenção de dois milhões de euros. Ambas as medidas, contudo, ficaram suspensas e dependentes do resultado financeiro da SAD dos leões até ao final da época seguinte (2014/2015), relatou à data o Mais Futebol.

Em comunicado, em outubro de 2015, o clube de Alvalade reclamava que não estava em incumprimento, já que a sua SAD havia registado resultados financeiros superiores ao que a UEFA exigia, para essa temporada:

“A Sporting Clube de Portugal, SAD tem vindo a cumprir as suas obrigações decorrentes do acordo celebrado com o ‘Club Financial Control Body’ da UEFA, no passado mês de maio”, afirmavam, em comunicado à CMVM.

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A SAD do clube de Alvalade apresentou, no final dessa temporada, um lucro de 19 milhões de euros, que excedia largamente os 4,9 milhões de euros exigidos pela UEFA. O lucro foi comunicado pelos leões à entidade, pelo que as penas suspensas não passaram a efetivas. Contudo, ainda não haviam sido anuladas, o que ocorreria, segundo o Mais Futebol, após uma auditoria oficial por parte do comité independente do fair-play financeiro.

Para além do Sporting, as sanções foram também levantadas a mais dois clubes: o Panathinaikos, da Grécia, e o Hull City, de Inglaterra. O mesmo não aconteceu com os turcos do Galatasaray, da Turquia, que permanecem em incumprimento e se encontram sob a alçada da UEFA.

No primeiro trimestre da época 2015/2016, a SAD leonina apresentou um lucro de 74 mil euros. O mesmo não acontecerá, contudo, no final da temporada, a não ser que até lá o clube de Alvalade obtenha receitas decorrentes da venda de jogadores. Isto porque o Sporting tem de pagar 12 milhões de euros à Doyen, resultantes da venda do defesa argentino Marcos Rojo ao Manchester United.

A receita encaixada com a venda do internacional argentino foi maioritariamente para o Sporting, que entendeu que a Doyen não tinha direito à percentagem da transferência que reclamava. O Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) veio a dar razão à Doyen, estando assim o clube de Alvalade obrigado a realizar o pagamento dos 12 milhões de euros em falta.