Em março de 2015, o astronauta Scott Kelly rumou até à Estação Espacial Internacional para se tornar no homem que mais tempo vai ficar com os pés fora da Terra. O seu irmão gémeo vai estar por cá, para que sejam testadas as consequências físicas de uma estadia tão prolongada no espaço. Como se isto não bastasse, Scott Kelly protagonizou mais um momento ímpar, em parceria com o astronauta Kjell Lindgren: ambos plantaram uma planta no espaço. E ela floresceu.

No sábado, a NASA lançou a primeira fotografia da primeira flor alguma vez plantada no espaço. Não é a primeira vez que a agência espacial se dedica à jardinagem em território além-atmosfera: antes os astronautas já tinham conseguido plantar uma alface romana. Mas uma flor como esta – uma zínia – exige muito mais afinco. Ora, todos sabemos a “receita” para o crescimento feliz de uma planta: precisa de água, nutrientes, terreno fértil e sol. Tudo isto foi simulado pela NASA utilizando fertilizantes, sementes, água, argila e luz LED.

Esta zínia florescida tem dois significados. O primeiro: estamos mais perto – um pequeno passo para o Homem – de conseguir produzir jardins no espaço (o Matt Damon bem que nos ensinou a fazê-lo, no filme agora nomeado para um Óscar). O segundo: o programa Veggie, o primeiro sistema de produção de comida fresca em microgravidade, funciona mesmo – um grande passo para a Humanidade.

E agora? O próximo passo pode ser dado já em 2017, anuncia a NASA, com os astronautas a tentarem criar tomates. Assim até já se faz uma bela salada com direito a centro de mesa. E ajuda-se os astronautas a poderem comer alimentos frescos, em vez dos embalados enviados de tempos a tempos para a Estação Espacial Internacional.