“O levantamento das sanções e a entrada em vigor do acordo nuclear, 32 mil milhões de dólares de bens (cerca de 29,4 mil milhões de euros) congelados vão ser recuperados”, declarou Valiollah Seif, presidente do banco central, citado pela televisão do Estado.

Seif precisou que, deste montante, 28 mil milhões de dólares terão como destino o banco central e os restantes quatro mil milhões serão transferidos para o Tesouro.

O mesmo responsável acrescentou que “este dinheiro pode ser utilizado para a importação de bens necessários. Não é racional trazer este montante para o Irão (…) estes bens recuperados vão ser colocados em contas seguras” em bancos estrangeiros.

Com a entrada em vigor, no sábado, do acordo nuclear, os Estados Unidos e a UE anunciaram o fim das sanções económicas e financeiras aplicadas ao Irão.

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O acordo nuclear com o Irão, anunciado a 02 de abril e assinado a 14 de julho de 2015, em Viena, destina-se a impedir o Irão de se munir de armas nucleares, impedindo a disseminação deste tipo de armamento no Médio Oriente.

Designado Plano de Ação Conjunto Global (PACG, JCPOA nas siglas em inglês), o acordo foi assinado entre o Irão e o grupo das grandes potências, designado 5+1, que inclui os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (Estados Unidos, China, Rússia, Reino Unido e França) e Alemanha, e que, na última fase de negociações, manteve contactos com os iranianos em Lausanne, desde 26 de março do ano passado.

O documento prevê, em termos gerais, a limitação do enriquecimento de urânio e de plutónio pelos iranianos, o reforço das inspeções da Agência Internacional de Energia Atómica — AIEA, a organização internacional associada à ONU que procura promover o uso pacífico da energia nuclear –, o fim das múltiplas sanções impostas pela ONU, Estados Unidos e Europa, que constrangiam a economia iraniana, e a manutenção das sanções relativas aos mísseis balísticos e às importações de armas ofensivas.

EJ (PCR) // ARA

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