A construção de uma nova ligação elétrica de muita alta tensão entre Braga e Valongo que terá financiamento europeu na ordem dos 250 mil euros só deverá iniciar-se após 2017 disse hoje fonte da empresa Redes Energéticas Nacionais (REN).

Na sequência da aprovação esta terça-feira pela Comissão Europeia de financiamentos na área das interligações energéticas, a agência Lusa contactou a REN, que será responsável pela ligação elétrica entre Pedralva (Braga) e Alfena (Valongo), que apontou que a data prevista para a entrada em serviço deste projeto “encontra-se estimada para o horizonte 2020/2022”.

“Os trabalhos efetivos no terreno só deverão iniciar-se após 2017”, lê-se na resposta da REN, que quanto ao traçado não adiantou pormenores por considerar que o “projeto está ainda numa fase preliminar e inicial”. Trata-se de um projeto da rede nacional de transporte que consiste numa ligação a 400 kV entre a atual subestação de Pedralva, concelho de Braga, e Alfena, concelho de Valongo.

A REN indicou que na zona do Grande Porto o projeto será implementado na futura subestação “Sobrado”, sendo esta uma “atual designação provisória”. O projeto está integrado no Plano de Desenvolvimento da Rede Nacional de Transporte.

São objetivos desta nova ligação elétrica “melhorar a segurança de abastecimento e a qualidade de serviço, potenciar a receção de nova produção renovável e contribuir para uma maior integração do mercado interno europeu de energia, com benefícios técnicos e económicos para os consumidores”.

Além de Portugal, Espanha ficou a saber hoje que vai receber 1,47 milhões de euros para melhorar o tráfego de gás entre a Península Ibérica e França, no âmbito do projeto Midcat.

A melhoria das ligações entre a Península Ibérica e o resto da Europa foi objeto de um memorando de entendimento entre Portugal, Espanha e França assinado em Paris, a 30 de junho de 2015.

A 15 de junho, a Comissão Europeia criou o ?Grupo Regional do Sudoeste’ para assegurar o reforço das interligações de Energia entre a Península Ibérica e o resto da União Europeia, previsto na ?Declaração de Madrid’ acordada em março passado e que prevê que a Península Ibérica deixe de ser uma “ilha do ponto de vista energético”.