Os candidatos presidenciais Maria de Belém Roseira, Sampaio da Nóvoa e Cândido Ferreira passaram esta manhã na Basílica da Estrela, em Lisboa, para homenagear Almeida Santos, que consideraram “um mestre”, “um homem dialogante” e “uma referência da vida democrática”.

Maria de Belém Roseira, que suspendeu todas as ações de campanha até ao funeral de António Almeida Santos, apoiante da sua candidatura desde a primeira hora, salientou, à entrada da Basílica da Estrela, que o presidente honorário do PS “foi um mestre”.

“Fica uma memória muito extraordinária de alguém que foi um mestre de como estar na vida, com verticalidade e coragem, sem demagogias e sempre defendendo aquilo que considerava correto e certo, mesmo que fosse impopular”, frisou.

Por sua vez, o candidato à Presidência da República Cândido Ferreira fez referência à atual “sociedade muito crispada” e salientou que o antigo presidente da Assembleia da República “era uma pessoa “dialogante, capaz de fazer consensos que a sociedade portuguesa precisa para que haja compromissos entre as forças políticas que levem a planos estáveis e duradouros”.

“Se nós conseguirmos discutir os temas da atualidade portuguesa com elevação e se pensarmos no seu exemplo certamente poderemos sair enriquecidos desta morte que nos empobrece”, sustentou.

O candidato presidencial António Sampaio da Nóvoa afirmou que o presidente honorário do PS “é uma pessoa de grande referência na nossa vida democrática”.

“Recordo como um homem com convicções e um homem muito determinado. No meu caso pessoal, nas muitas vezes que o encontrei, foi sempre para me dar um abraço, fosse como reitor, fosse noutras circunstâncias e dizer ‘homem vai em frente, está muito bem, não deixe de se bater por aquilo em que acredita'”, referiu.

António Almeida Santos morreu na segunda-feira em sua casa, em Oeiras, com 89 anos, pouco antes da meia-noite, depois de se ter sentido mal após o jantar.

O seu corpo esteve em câmara ardente na Basílica da Estrela, em Lisboa, e foi depois cremado no cemitério do Alto de São João, também em Lisboa.

Foram muitos os que passaram pelo templo religioso e se concentraram depois no cemitério, sobretudo políticos, a maioria do PS, mas também representantes de outros partidos e cidadãos anónimos.