Forças curdas, parceiras da coligação internacional antiterrorismo, destruíram milhares de casas no norte do Iraque, numa tentativa aparente de deslocar as populações árabes, alertou hoje a Amnistia Internacional (AI).

Um responsável curdo rejeitou as acusações da organização não-governamental de defesa dos direitos humanos (com sede em Londres), referindo que a destruição foi causada por combates.

A AI afirma que essa destruição ocorreu após a retomada pelas forças curdas de áreas antes controladas pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI), que ocupou regiões do norte do Iraque e a leste de Bagdad em 2014, além do norte da Síria.

“As forças (da região autónoma iraquiana do Curdistão) parecem conduzir uma campanha deliberada para deslocar à força as populações árabes”, afirmou Donatella Rovera, conselheira para as situações de crise da Amnistia Internacional.

“A deslocação de civis pela força e a destruição deliberada de suas casas e bens sem justificação militar pode ser equiparado a crime de guerra”, declarou.

A AI indicou que imagens de satélite mostram sinais de “vasta destruição”.

“As forças ‘peshmerga’ do governo regional do Curdistão e as milícias curdas destruíram milhares de casas com ‘bulldozers’, fazendo-as explodir ou queimando-as com a aparente intenção de deslocar as populações árabes”, precisou a ONG.

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