Rádio Observador

Portagens

Pedro Marques. Valor das poupanças anunciadas nas PPP foi “propaganda”

Ministro das Infraestruturas diz que poupança efetiva na renegociação das parcerias público privadas não têm nada a ver com valores anunciados. Pedro Marques afasta mais portagens na A3 e A4 em 2016.

M

O ministro das Planeamento e Infraestruturas defendeu que as poupanças reais obtidas na renegociação das parcerias público privadas (PPP) “não têm nada a ver com os valores que foram anunciados”, pelo anterior governo.

Pedro Marques classificou de “propaganda” os valores da ordem dos seis mil milhões de euros anunciados pela coligação PSD/CDS como o resultado dos processos de renegociação, assinalando que estes números são ao longo de 30 anos e que são valores nominais.

“Há uma diferença muito grande entre o que foi propagandeado e o que é real. Pode haver alguma poupança, mas só podemos avaliar no final do processo de renegociação”, e descontando os efeitos da revisão das projeções de tráfego.

Uma parte dessa poupança, acrescentou ainda, “correspondeu à passagem de encargos para a Infraestruturas de Portugal. É um dado objetivo que as poupanças nominais não tem nada a ver com o valor atualizado dessas poupanças”.

O anterior executivo anunciou poupanças globais superiores a sete mil milhões de euros ao longo da vida dos contratos de concessão. Nem todas estas renegociações ficaram contudo finalizadas e algumas terão de ainda de passar pelo Tribunal de Contas. Este órgão deixou passar os contratos alterados das antigas Scut, sem visto prévio, mas deixou alertas sobre os riscos que passaram para o Estado.

Pedro Marques, que foi esta quarta-feira ao parlamento, admite que até pode haver alguma poupança efetiva com o processo negocial conduzido pelo seu antecessor, mas avisa que uma parte dessas economias resultou do corte de investimentos e da transferência para o Estado (Infraestruturas de Portugal) de encargos com reparações.

Apesar do ceticismo quanto aos números, Pedro Marques manifestou a intenção de concluir os processos de negociação que recebeu e que ainda não estão fechados. Manifestou ainda o objetivo de reavaliar o sistema de cobrança de portagens, sobretudo a utilização dos pórticos nas antigas Scut.

Não há mais portagens na A3 e A4 “este ano”

O ministro afastou o cenário de novas portagens este ano. “A opção política foi tomada na elaboração do Orçamento de Estado de 2016 que não qualquer receita (adicional) de portagens”, apesar das obras que no contrato previam o início da cobrança estarem concluídas este ano.

Em causa está uma proposta de orçamento da Infraestruturas de Portugal que previa a introdução de portantes em nós da A3 e A4 (nós de Ermesinde e Maia) no final do primeiro semestre deste ano, um documento que é do tempo do anterior executivo PSD/CDS.

Pedro Marques assegura que este ano não está prevista a introdução de portagens naquelas duas vias este ano, mas não assumiu qualquer compromisso para lá de 2016. “Não temos duas faces”, respondeu ainda criticando os avanços e recuos do anterior executivo quanto ao projeto de cobrar mais lanços de auto-estrada. Pedro Marques reafirmou que o atual executivo não tem planos para eliminar portagens nas Scut, mas mantém em cima da mesa a possibilidade de introduzir descontos no Interior.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros de órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: asuspiro@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)