As receitas do jogo VIP dos casinos de Macau sofreram uma quebra 39,86% em 2015, atingindo 127.818 milhões de patacas (14.506 milhões de euros), indicam dados oficiais.

Segundo dados publicados no portal da Direção de Inspeção e Coordenação de Jogos (DICJ), os proventos do jogo VIP (angariados nas salas de grandes apostas) representaram 55,3% das receitas brutas arrecadadas pelos casinos em 2015, quando no cômputo de 2014, a proporção correspondeu a 60,4%.

Já o segmento de massas sofreu uma quebra de 25,8% em 2015 — por comparação com 2014 –, de acordo com os mesmos dados, totalizando 103.022 milhões de patacas (11.692 milhões de euros).

Os casinos de Macau, o maior centro de jogo do mundo, fecharam 2015 com receitas de 230.840 milhões de patacas (26.196 milhões de euros), sofrendo um ‘tombo’ de 34,3%. Tratou-se do segundo ano consecutivo de quebra das receitas dos casinos depois de, em 2014, terem sofrido uma diminuição de 2,6%.

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No ‘ranking’ de todo o setor, depois dos casinos (que representam 99,5% dos proventos) — mas a colossal distância — figuraram as apostas nos jogos de futebol que, em ao longo do ano passado, renderam 503 milhões de patacas (57,08 milhões de euros).

Seguiram-se as receitas das apostas nos jogos de basquetebol, com 170 milhões (19,9 milhões de euros), que ultrapassaram as das corridas de cavalos, com 166 milhões de patacas (18,8 milhões de euros) e as corridas de galgos com 125 milhões de patacas (14,1 milhões de euros). Em 2015, Macau contava com 5.957 mesas de jogo e 14.578 ‘slot machines’ distribuídas por um universo de 36 casinos.

As receitas do jogo — principal motor da economia de Macau — iniciaram em junho de 2014 uma curva descendente, com dezembro a marcar o 19.º mês consecutivo de quedas homólogas. Com o jogo a constituir a principal alavanca da Região Administrativa Especial, a diminuição das receitas dos casinos conduziu à queda continuada da taxa de crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) desde o primeiro trimestre de 2014.

Nos primeiros três trimestres de 2015, o PIB de Macau contraiu-se 25% em termos reais. Os dados do PIB relativos ao quarto e último trimestre e a todo o ano passado vão ser divulgados em meados de março.