Os serviços secretos ingleses, o MI5, são o empregador mais “gay-friendly” do Reino Unido. A distinção foi atribuída pela organização Stonewall, que roubou o nome à Revolta de Stonewall — uma série de manifestações contra a polícia que fizeram de 1969 um ano histórico para os direitos LGBT -, que divulgou o seu ranking anual.

A agência britânica especializada em proteger o país de todas as ameaças já faz parte deste ranking desde 2012 e ocupava o 7º lugar no ano passado. Este ano, em 100 lugares, a MI5 ficou em 1º lugar devido ao “crescente compromisso para com o aumento da diversidade”, pelo apoio a eventos relacionados com assuntos LGBT e por partilhar ideias neste campo com a MI6, também agência de serviços secretos, aponta o Telegraph.

“A diversidade é crucial para a MI5, não só porque devemos representar as várias comunidades que servimos, mas também porque assim aproveitamos o potencial das pessoas mais talentosas no mercado — sejam elas como forem”, explica Andrew Parker, diretor-geral da MI5. “Este prémio da Stonewall é um grande reconhecimento do progresso constante que temos feito nestes últimos anos no sentido de assegurar que conseguimos aproveitar o mais diverso conjunto possível de talentos”.

As pessoas são mais produtivas no trabalho quando podem ser elas próprias”, diz Ruth Hunt, chefe executiva da Stonewall.

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Os serviços secretos instituíram mesmo o “Campeão LGBT” — uma eleição do empregado que melhor promove a igualdade. Mas a agência nem sempre foi assim. Até há 25 anos, os homossexuais não se podiam candidatar a um lugar na MI5.

Em 2º lugar ficou o Lloyds Banking e em 3º lugar ficou a National Assembly for Wales. Para chegar ao top 100, a Stonewall analisou mais de 400 empresas segundo vários critérios: a política de emprego, as condições de admissão do staff, a forma como lidam com pessoas de diferentes identidades de género e orientações sexuais, se têm ou não empregados LGBT assumidos, entre outros.

O top da MI5 na tabela também se deveu à própria organização que os distinguiu. Em 2008, a MI5 teve formação da Stonewall para ajudar os espiões a serem mais inclusivos. Ruth Hunt, uma das principais responsáveis da Stonewall, defende que os benefícios vão muito além da comunidade arco-íris. “Estas empresas estão não só a melhorar a vida das pessoas do staff e dos clientes que são lésbicas, gays, bissexuais e transgénero, mas estão também a colher benefícios nos negócios. Está provado que a diversidade nas equipas leva a um ambiente de trabalho mais positivo e criativo”, rematou.