As expulsões a jogadores por cometerem penáltis podem estar para terminar, relata o El País. Isto porque o penálti é já, defendem os especialistas, um castigo suficiente para a equipa que o comete, pelo que a expulsão do jogador que o comete se torna um duplo castigo. “O castigo é excessivo e procuramos uma solução”, confirmou o chefe do departamento de árbitros da FIFA, Massimo Busacca.

A regra quanto à punição dos jogadores que cometem infrações dentro da sua área pode assim vir a ser alterada no mês de março, altura em que os membros do Conselho da Associação Internacional de Futebol se reunirão em Cardiff (País de Gales). Se alteração for confirmada, os jogadores que cometam penáltis passarão a ser punidos apenas com o cartão amarelo.

Mas a regra  deverá ter exceções: os jogadores que cometam faltas violentas dentro de área ou que utilizem a mão para travar a bola já junto à linha de golo deverão continuar a ser punidos com o cartão vermelho. Quanto aos que impedem um “lance iminente de golo” pouco se sabe, mas o conceito poderá ser revisto, segundo o jornal espanhol.

Para serem aprovadas, as alterações às regras terão de ser votadas favoralmente pela maioria dos membros do Conselho da Associação. Ou seja a FIFA, que tem direito a quatro votos, precisará de ter o apoio de duas federações de futebol britânicas, entre as quatro presentes no organismo (a da Escócia, do País de Gales, de Inglaterra e da Irlanda do Norte).

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Além desta alteração, várias mudanças devem ser efetuadas às leis do jogo. Os jogadores poderão passar a ser expulsos antes sequer de entrarem no relvado e os jogadores que se lesionem e sejam assistidos em campo não terão todos de sair das quatro linhas (quando a lesão resultar de uma falta punida pelo árbitro com um cartão, o jogador não terá de sair para voltar a entrar), por exemplo.

Para além disso, está prevista a incorporação de sistemas de vídeo para ajudar às decisões do árbitro: a medida deverá ser testada primeiro nas ligas que se ofereçam para fazer parte do teste (o El País diz que as ligas brasileiras, mexicanas e norte-americana já se ofereceram para testar o sistema). Se os resultados forem o esperado, a regra poderá ser exportada para os principais campeonatos europeus.