A vildagliptina é um medicamento prescrito a doentes com diabetes tipo 2 e é, de momento, o remédio vendido em farmácias que mais custos tem para o Serviço Nacional de Saúde (SNS) português. Contudo, foi retirado do mercado alemão. Porquê? Porque não traz benefícios adicionais para o paciente, quando comparado com opções mais baratas. A notícia é da edição desta quarta-feira do Jornal de Notícias.

Por ano, a vildagliptina custa 55 milhões de euros ao nosso SNS e é vendido pelas farmacêuticas Novartis, que o produz, e pela Bial, e pela Merck alemã sob os nomes comerciais “Eucreas”, “Zomarist” e “Icanda”. Cada caixa de 60 comprimidos custa 50 euros e são comparticipadas pelo Estado em cerca de 90%. Desde o início do ano até setembro de 2015, este medicamento custou 41,2 milhões de euros ao Estado.

Questionado pelo Jornal de Notícias, o Ministério da Saúde diz que a vildaglipina faz parte de um grupo de fármacos cuja comparticipação e qualidade serão reavaliados.

O regulador do medicamento alemão concluiu que a vildagliptina não trazia benefício adicional para o doente e propôs à Novartis baixar o preço, mas o pedido foi recusado e a farmacêutica decidiu retirá-lo do mercado alemão. Continua disponível em 120 países. O regulador português, Infarmed, explicou que Portugal é dos países da União Europeia que pratica preços mais baixos, ao contrário da Alemanha.