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O PCP culpa o PS pela vitória de Marcelo Rebelo de Sousa. No comunicado sobre a reunião de terça-feira deste órgão, que só foi divulgado depois da conferência de imprensa de Jerónimo de Sousa, o partido acrescenta mais uma justificação pelo facto de o ex-líder do PSD ter conseguido ser eleito à primeira volta.

“No resultado final destas eleições pesou a opção do PS de não apresentar nem apoiar um candidato, traduzida na ausência de empenhamento e de intervenção desse partido, bem como o desenvolvimento de conflitualidade nas candidaturas de Maria de Belém e de Sampaio da Nóvoa com o PS identificadas”, sustenta o órgão máximo do PCP entre congressos, no ponto 5 do comunicado, entretanto publicado no site do partido.

Na conferência de imprensa, Jerónimo de Sousa já tinha sustentado que Marcelo fora beneficiado por vários factores: desde a notoriedade como comentador televisivo, à ideia instalada que havia vencedor à partida e potencial aumento da abstenção. Agora, o PCP aponta o dedo a mais um culpado.

O candidato presidencial apoiado pelo PCP, Edgar Silva, teve 3,9% e ficou “aquém do desejado” pelo partido. O secretário-geral reconheceu ainda que houve muitos militantes a votar em António Sampaio da Nóvoa. “Foi um ganho pequeno para Sampaio da Nóvoa, como se viu, e resultou numa redução de votos para Edgar Silva”, admitiu.

O comunicado do Comité Central vai mais longe do que Jerónimo na crítica ao Governo PS, insistindo que as opções deste no que diz respeito a manter algumas privatizações, “para lá do que revelam quanto aos constrangimentos e limitações da actual solução política, dão sobretudo visibilidade à necessidade de uma efetiva rutura com a política de direita e à concretização de uma política patriótica e de esquerda que responda, de facto, às necessidades de elevação das condições de vida dos trabalhadores e do povo português”.

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