Orçamento do Estado

Catarina Martins deixa aviso a Costa: “Ceder foi o que a direita fez”

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A líder do Bloco deixou um aviso a António Costa: "Nada aconselha a que o governo tente fazer o mesmo que a direita fez". E diz que a Comissão Europeia "nunca deu um bom conselho para defender o país"

A candidata do BE deixou ainda críticas aos candidatos presidenciais da área socialista: tiveram "uma visão ambígua e até frágil dos poderes que estão a estrangular" o país, defendeu

TIAGO PETINGA/LUSA

A Comissão Europeia “não tem legitimidade democrática”, “está numa deriva de destruição das economias”, “nunca acertou nenhuma previsão”, está a fazer “chantagem” e “nunca deu um bom conselho para defender o país”. As críticas foram deixadas pela líder do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, em entrevista à SIC Notícias, onde deixou ainda um aviso ao governo: é preciso resistir à pressão da Comissão Europeia, “que é forte”. Até porque “ceder foi o que fizeram Pedro Passos Coelho e Paulo Portas“.

Assim, avisou a líder bloquista, “nada aconselha a que o governo tente fazer o que a direita fez”. O que António Costa tem de fazer, defendeu Catarina Martins, é mostrar “determinação” e “mostrar porque é diferente de (…) Pedro Passos Coelho”. Até porque para que o Orçamento de Estado seja aprovado pelos bloquistas é preciso que o compromisso assumido entre os dois partidos seja “cumprido (…) por todas as partes”, lembrou.

As críticas ao PS estiveram presentes, embora moderadas: no orçamento, onde diz que “há alguma timidez” – “Precisávamos de uma recuperação de rendimentos mais sólida” -, e na gestão que o PS fez para as presidenciais, onde mostrou “ambiguidade” e “um problema de coerência do discurso político”:

Se se propõe ao país algo diferente do que propõe a direita temos de ser claros (…) As candidaturas do PS posicionaram-se com a ideia de centro político, [com a] ideia de desvalorizar a necessidade de defender o país face às pressões europeias e do sistema financeiro.

O PS teve nas presidenciais “uma visão ambígua e mesmo frágil perante aquilo que são os poderes que estão a estrangular o emprego, os salários e as condições de vida no nosso país”, defendeu. E essa ambiguidade “não mobiliza ninguém”.

Quem ficou isento de críticas foi o PCP e o seu candidato presidencial, Edgar Silva, que obteve apenas 3,95% dos votos: “Edgar Silva fez uma boa campanha, falou de questões essenciais como os direitos de trabalho, como a defesa do Estado social, mobilizou o eleitorado do PCP”.

“Isso é o mais importante”, afirmou Catarina Martins, desvalorizando a polémica com as declarações do secretário-geral comunista, Jerónimo de Sousa, que afirmou que o PCP podia ter arranjado “uma candidata engraçadinha”, o que foi entendido como uma desvalorização da candidata do BE, Marisa Matias, que obteve uma votação de 10,13%.

Texto editado por João Cândido da Silva

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