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As seis escolas parisienses que estiveram na manhã desta quinta-feira em estado de alerta, devido a ameaças recebidas, já retomaram a sua atividade normal, anunciou a autoridade educativa de Paris (a “Académie de Paris”) em comunicado. As escolas que estiveram em nível de alerta foram a Passy-Saint-Honoré, Charlemagne, Condorcet, Hélène-Boucher, Louis-Le-Grand e a Victor-Hugo.

Durante a manhã, a polícia foi enviada para garantir a segurança de seis escolas de Paris, informa o Le Parisien. As ameaças, diz o mesmo diário francês, não se resumem a atentados com bombas, sugerindo que surgiriam homens com kalachnikovs para “fazer o máximo [número] de vítimas”.

No Reino Unido, 18 escolas (4 londrinas e 14 situadas na região de West Midlands) estiveram em estado de alerta devido a ameaças. As autoridades desconfiam que se tratam de ações maliciosas e falsas. “Nesta fase não há nenhuma garantia de que seja uma ameaça credível para nenhuma das escolas”, disse Colin Mattinson, inspetor da polícia de West Midlands, que cobre a área de Birmingham.

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“Os nossos agentes foram enviados para os locais para assegurar que não há qualquer ameaça à segurança de ninguém e para apoiar as escolas” disse ainda o inspetor britânico. A AFP dá conta ainda que quatro das escolas londrinas terão sido evacuadas esta manhã.

Um rapaz de 14 anos foi detido esta quinta-feira no Reino Unido, por ser suspeito de ser o autor de uma das ameaças de bomba feitas a uma escola de Birmingham. A ameaça terá sido comunicada pelo suspeito através de chamada telefónica, feita no dia anterior numa cabine telefónica pública próxima da escola. As imagens de vídeovigilância permitiram identificar o suspeito que, segundo o The Guardian, não está ligado às ameaças feitas às restantes escolas britânicas.

Esta é a segunda vez que, nesta semana, escolas em Inglaterra e França entram em estado de alerta, depois de terça-feira terem sido fechadas seis escolas em Paris e 14 no Reino Unido. A autoria das ameaças foi reclamada por uma conta Twitter chamada “Evacuators 2K16”, cuja fotografia de perfil era a imagem do presidente russo Vladimir Putin. O jornal britânico diz ainda que a conta tinha uma fotografia referente ao grupo islâmico Hezbollah e que esta já se encontra suspensa.

Os responsáveis da “Evacuators 2K16” haviam sugerido aos seus seguidores que lhes enviassem sugestões de escolas que queriam ver em estado de alerta, através de um endereço de e-mail. O The Guardian diz que as razões dos que pediam que as ameaças fossem feitas poderiam ir desde a vontade de sair da escola até à movimentação das autoridades (que, deslocando-se para ali, estariam menos atentas a possíveis crimes cometidos noutros locais da cidade). E o Independent refere que o grupo continua ativo, trabalhando a partir de e-mail e chat, agora que a conta foi suspensa.