O líder de um dos maiores cartéis de drogas do mundo tem estado em destaque depois de mais uma mediática fuga da prisão onde estava enclausurado e pela sua detenção meses mais tarde. Agora, não bastasse o protagonismo de que é alvo, a alcunha pela qual Joaquín Guzmán Loera é conhecido já é marca registada, dá conta a BBC.

O Instituto Mexicano da Propriedade Industrial registou o nome “El Chapo” para ser utilizado no fabrico e venda de jóias, relógios, brinquedos e artigos de pele, entre outros produtos.

Este processo de registo foi iniciado pelas primeira e última mulher de El Chapo, Alejandrina Salazar e Emma Coronel, juntamente com uma das suas filhas Giselle Guzmán Salazar, refere a imprensa local.

As três apresentaram 24 petições para registar a alcunha e o nome do narcotraficante, mas apenas quatro foram aprovadas ainda em 2011, com prazo até 2020.

A beneficiada dos direitos, e por isso a dona da marca, é Giselle Guzmán que nasceu do primeiro casamento de Guzmán.

O secretário da Economia do México, Ildefonso Guajardo, garantiu que as autorizações comerciais foram concedidas durante o Governo do antigo presidente Felipe Calderón. Por isso, as autoridades investigam agora de que forma foram foram autorizadas essas concessões, informou Guajardo.

Um exemplo semelhante aconteceu na Colômbia mas com o nome de Pablo Escobar. No entanto as autoridades recusaram os pedidos por considerar o respetivo registo “imoral” e fonte de uma possível desestabilização da ordem pública, conta a BBC.