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A filha de Juan Carlos I e irmã do rei Felipe VI, a Infanta Cristina de Bourbon, vai mesmo continuar no banco dos réu no âmbito do caso Nóos, onde é acusada de dois crimes fiscais.

Segundo conta o El Pais, o tribunal de Palma de Maiorca decidiu não aplicar a chamada “doutrina Boctín” neste caso, que estabelece que ninguém pode ser julgado por delitos fiscais através de apenas uma acusação popular (figura processual do direito penal, que prevê que qualquer pessoa, que alegue o incumprimento da lei, se possa constituir parte ativa ou acusadora de um julgamento). Por isso, Cristina deve voltar ao julgamento a partir do próximo dia 9 de fevereiro. Esta decisão não permite recursos.

A Casa Real espanhola já reagiu garantindo o “seu absoluto respeito pela independência do Poder Judicial”.

A irmã do rei de Espanha foi acusada através de ação popular, exercida pelo sindicato “Manos Limpias” (Mãos Limpas), que pede oito anos de prisão por dois crimes cometidos pelo ex-marido Iñaki Urdangarin enquanto liderava o Instituto Nóos de que Cristina teria conhecimento. Este é acusado de fraude fiscal, tráfico de influências, branqueamento de capitais, prevaricação e falsificação de documentos e desvio de dinheiro público na ordem dos seis milhões de euros. A denúncia do sindicato acusava a Infanta Cristina de cumplicidade em relação a estes delitos.

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