Uma campanha contra o uso do corpo das mulheres nos anúncios está a correr mundo. São usados exemplos e um tom sarcástico e cru. Dizem elas: “Adoro fazer br… [sexo oral] a sandwiches“, ou “adoro sacrificar a minha dignidade por uma bebida”, e ainda “adoro dormir com homens que não sabem o meu nome”. Estes são alguns exemplos da razão pela qual esta campanha está a fazer correr tanta tinta. É que critica, e muito, o recurso à sexualidade para vender produtos e marcas.

A campanha nasceu, conta a WWD, da simples tarefa de alguém ir ao Google pesquisar por “objetificação da mulher”. Não foi assim tão difícil encontrar exemplos discutíveis, com decotes, formas e lábios. O objetivo da autora da campanha, Madonna Badger, da agência Badger & Winters, é dar o pontapé de saída na discussão da sexualidade na publicidade.

A campanha, com o nome We are #WomenNotObjects, foi publicada no YouTube de forma anónima, para testar o impacto da coisa. Passadas poucas semanas já caminha para o milhão e meio de visualizações. No Twitter tem havido muitas reações, com recurso à hashtag #WomenNotObjects. “Agora estamos a admitir que fomos nós quem a publicou”, disse Badger à Woman’s Wear Daily. “(…) Porque estamos a tomar uma posição em que não voltaremos a objetificar a mulher novamente em nenhum anúncio, conteúdo e publicações — em qualquer forma de comunicação que fazemos para qualquer dos nossos clientes.”

No fim do vídeo da campanha pode ler-se algo tão singelo como: “Eu sou a tua mãe, filha, irmã, colega, CEO. Não fales para mim assim.” Ou seja, pretende ser o murro no estômago para quem aprecia ou pensa neste tipo de publicidade. Mas irá mudar? Bom, segundo a WWD, apenas 11% dos criativos que trabalha em publicidade são mulheres.

O Twitter foi acompanhando a tendência e foi sendo inundado por pessoas e artigos a dissertar sobre a temática: