O treinador do Zenit São Petersburgo, André Villas-Boas, disse este domingo que o Benfica vive um momento de “euforia, alegria e confiança”, a duas semanas do primeiro duelo para os oitavos de final da Liga dos Campeões de futebol.

“A eliminatória estará sempre equilibrada, porque são os oitavos de final da Liga dos Campeões e nenhuma das equipas está para facilitar. Na altura do sorteio, o Benfica não estaria a passar pela fase tão positiva em que está agora e o momento de euforia, de alegria e de confiança é completamente diferente”, afirmou o técnico português.

Aproveitando a pausa de inverno nas competições internas, a equipa russa está a efetuar um estágio de uma semana e meia numa unidade hoteleira de Almancil, no concelho de Loulé.

A visita ao Algarve inclui a participação na Taça Atlântico, defrontando o Brondby, na segunda-feira, e o Norrkoping, na quinta-feira, ambos no Estádio Algarve.

Em conversa com os jornalistas após o treino matinal de domingo, André Villas-Boas distribuiu elogios a vários jogadores ‘encarnados’, especialmente Renato Sanches, que vive “um momento incrível de afirmação como jovem jogador”, a um nível “que surpreende todo o mundo”, e Jonas e Mitroglou, “uma das duplas mais fortes da Europa, pelos golos que têm marcado”.

“As equipas foram mudando. O Benfica é um pouco diferente do que defrontámos no ano passado, com a ascensão que tiveram alguns jovens jogadores e com o trabalho do [treinador] Rui Vitória”, acrescentou o técnico português, que orienta o Zenit desde março de 2014.

Sobre as semelhanças entre o Benfica de Rui Vitória e Jorge Jesus, André Villas-Boas sublinhou que, “se calhar, mais, o Jorge Jesus do que o Rui Vitória, procura encontrar essas semelhanças”, antes de voltar a deixar elogios ao atual treinador dos ‘encarnados’.

“Cada equipa é a sua equipa e responde à imagem do treinador e o Rui Vitória conseguiu finalmente triunfar e encontra-se neste momento em posição de ameaçar o título e tornar o Benfica tricampeão”, sustentou.

Para o Zenit São Petersburgo, que não joga oficialmente desde 05 de dezembro e voltará à ação no dia 16 de fevereiro, no Estádio da Luz, o “grande desafio” passa por voltar a ganhar “ritmo competitivo” para enfrentar “um jogo da dimensão da Liga dos Campeões”.

André Villas-Boas, que conta com três reforços de inverno (Maurício, Zhirkov e Kokorin) para o duelo com o Benfica, assumiu que o objetivo passa por “estar competitivo nesse primeiro jogo e levar a eliminatória para a segunda mão”, em São Petersburgo.

O treinador português, que se sagrou campeão nacional no FC Porto, em 2011 – juntando Supertaça, Taça Portugal e Liga Europa na mesma temporada -, comentou ainda a entrada de José Peseiro para o comando técnico dos ‘dragões’, depois da saída do espanhol Julen Lopetegui.

“Infelizmente, houve mais uma mudança de treinador no FC Porto. Só desejo ao José Peseiro o maior sucesso, porque está a liderar o clube do qual sou adepto”, considerou, acrescentando que enfrentará um grande desafio face aos “empolgados” Sporting e Benfica. “Seguramente, o Benfica-FC Porto [marcado para 14 de fevereiro] jogará muito nesse aspeto. No aspeto motivacional, no aspeto de o FC Porto ambicionar com o título”, anteviu.

André Villas-Boas espera regressar à “cadeira de sonho”, como caracterizou o cargo de treinador do FC Porto, em 2010, mas não quer “antecipar o futuro”. “Irá acontecer quando tiver de acontecer e em que posição for”, disse o treinador, que não renovará com o Zenit e voltará a Portugal após o fim da época, à espera de propostas. “Se não se apresentar nada, parar um pouco e, por que não, ter um ano sabático”, concluiu.