O Partido Popular espanhol sublinha a importância de “respeitar as propostas que o rei venha a fazer” mas deixa claro que, se continuarem a faltar apoios de outros partidos, não faz sentido voltar a convidar Mariano Rajoy para tentar formar governo.

“Se não houver qualquer alteração nos apoios recebidos, não há qualquer razão para mudarmos de posição”, afirmou Javier Maroto, uma das figuras chave do Partido Popular de Mariano Rajoy. Citado este domingo pelo El Mundo e pelo El PaísMaroto deixa claro que o Partido Popular veria com bons olhos uma investidura que “respeitasse aquilo que foi o resultado das urnas” mas “só se houver os apoios necessários”.

Mariano Rajoy e o Partido Popular querem um apoio parlamentar dos socialistas do PSOE e do partido centrista Ciudadanos, mas o líder deste último, Albert Rivera, disse este fim de semana que Rajoy deve sair da liderança do PP e que Pedro Sánchez deve tentar governar. Por seu turno, o socialista Pedro Sánchez sugeriu no sábado consultar os militantes do PSOE sobre eventuais acordos de governo.

Para o PP, este plano de Sánchez é um “beco sem saída”. E o partido de Rajoy pediu que seja respeitada a vitória do PP nas eleições ou, em alternativa, a realização de novas eleições. “Nós propomos que em vez de ouvir alguns milhares de militantes do PSOE, que têm todo o nosso respeito, se ouça milhões de eleitores”, afirmou Javier Maroto. Contra o “plano radical” do PSOE de governar com o Podemos, o PP diz que está disponível, diz Javier Maroto, para negociar com todos os partidos “sem linhas vermelhas” além do respeito dos princípios da unidade territorial.

A encruzilhada da política espanhola foi tema de um texto publicado este sábado pelo Observador: Quando acabará a caminhada no deserto da política espanhola?