O autor da chamada da falsa ameaça de bomba num avião no aeroporto de Faro, esta terça-feira de manhã, já foi identificado e ouvido pela Polícia Judiciária (PJ). O homem, de 35 anos, é de nacionalidade portuguesa e tem um passado de problemas mentais, apurou o Observador.

“O suspeito foi interrogado como arguido e prestou termo de identidade e residência. O Ministério Público determinou que o arguido, solteiro, reformado, de 35 anos de idade, aguarde os ulteriores trâmites do processo sujeito à medida de coação já prestada”, esclareceu, em comunicado, a PJ, esta tarde.

O aeroporto de Faro esteve esta terça-feira em alerta entre as 6h e as 9h da manhã por causa de uma ameaça de bomba no interior de um avião da TAP, que faria a ligação entre Faro e Lisboa e que não chegou a descolar. As autoridades acabaram por levantar o alerta laranja depois de inspecionarem a aeronave e a bagagem e não terem encontrado qualquer engenho explosivo.

O alerta de bomba chegou através de um telefonema anónimo para o 112 pouco antes das 6h00, confirmou ao Observador fonte oficial do Comando Distrital da PSP de Faro. O avião, que deveria ter levantado voo pelas 6h00 da manhã, acabou por ficar em terra e as 38 pessoas a bordo foram logo retiradas em segurança do equipamento.

Ainda antes das 9h00 já havia suspeita de que não passaria de um falso alarme pois as autoridades não encontraram qualquer engenho explosivo na aeronave. Mas a confirmação só chegou depois das 9h00, pelo diretor da Polícia Judiciária de Faro, Mota Carmo.

“Tratou-se de um falso alarme. A secção de minas e armadilhas despistou a existência de bomba”, garantiu o diretor da PJ de Faro, acrescentando que a PJ que “tem a tutela criminal deste tipo de situações” e que fará “uma investigação” para “determinar a origem dos telefonemas”.

No local, de acordo com o Comando da PSP, estiveram entre 25 a 30 elementos policiais e, de acordo com a RTP, estiveram também quatro ambulâncias e duas viaturas do INEM.

Apesar do alerta, as operações no aeroporto de Faro estiveram a decorrer normalmente, adiantou à Lusa o porta-voz da ANA — Aeroportos de Portugal.