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Há cerca de um mês foi ordenada a retirada do mercado e destruição de mais de 29 mil quilo de queijo produzidos na Cooperativa de Produtores de Queijo da Beira Baixa, em Idanha-a-Nova, depois de ter sido detetada a presença da bactéria identificada como listeria, que pode dar origem a doenças como a meningite, dá conta o Jornal de Notícias esta quarta-feira.

A deteção foi feita pela Direção de Alimentação e Veterinária (DGAV) numa colheita que ocorreu a 16 de dezembro de 2015 sendo que os resultados foram conhecidos a 30 de dezembro e a retirada daqueles lotes foi ordenada quase de imediato. A respetiva ordem de destruição foi conhecida esta segunda-feira. No entanto a questão que se coloca agora é se, passado este período, alguém adquiriu ou consumiu estes produtos.

Isto porque, segundo conta o JN, os queijos produzidos nesta Cooperativa foram recolhidos durante o mês de janeiro desconhecendo-se por enquanto se alguns terão sido adquiridos ou até consumidos. Aquele jornal informa até que tentou questionar a DGAV sobre a falta de aviso à população, mas não obteve resposta. Sobre a dúvida se, desde o dia em que a bactéria foi identificada, a 30 de dezembro, até ao anúncio da destruição dos queijos, quase um mês depois, alguém adquiriu algum queijo, a instituição também não forneceu qualquer informação.

Sobre esta situação, João Fernandes, presidente da Cooperativa de Queijos da Beira Baixa, explicou ao JN que “isto não podia ter acontecido: houve uma falha técnica, não foram feitas análises durante um certo período de tempo”, revelando ainda que se está a proceder a uma “completa e exaustiva higienização” com objetivo de reiniciar o fabrico com a confirmação de qualidade e segurança em relação aos produtos postos à venda.

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