Num raro reconhecimento de problemas sistémicos no seio do Partido dos Trabalhadores, o encontro identificou uma série de problemas que carecem de atenção urgente, refere um despacho da agência oficial norte-coreana KCNA. “Criticou sobretudo as práticas de procura de privilégios, mau uso de autoridade, abuso de poder e burocratismo manifestado no partido”, lê-se no texto. Foram também avançadas soluções para “superar” tais desafios, sublinhou a agência, sem especificar.

O encontro juntou membros do comité central do partido único e outros membros séniores que lidam com assuntos militares. Kim Jong-Un abriu o encontrou e fez o discurso de encerramento, segundo a KCNA.

Acredita-se que a corrupção seja endémica em quase todo o espetro da sociedade norte-coreana, em que subornos são muitas vezes necessários para aceder a bens alimentares de primeira necessidade e medicamentos ou para uma progressão na carreira.

No ano passado, a Coreia do Norte foi colocada no final da lista — a par com a Somália — do Índice de Perceção da Corrupção, compilado pela Transparência Internacional, que descreveu a Coreia do Norte como “previsivelmente desastrosa”.