Pelo menos 15 pessoas morreram na sequência do sismo que abalou este sábado na ilha de Taiwan, avança a Associated Press citando fontes oficiais. Nove das vítimas foram encontradas num edifício residencial que colapsou este sábado e duas foram mortas por objetos que caíram em vários pontos da cidade de Tainan, no sul do país.

Os últimos dados divulgados apontam para 475 feridos, 58 dos quais com gravidade. Segundo a agência de notícias, desses 475, 368 já tiveram alta dos hospitais para onde tinham sido transportados. Cerca de 100 pessoas continuam presas debaixo dos escombros dos 14 edifícios que desmoronaram no início deste sábado. Um deles tinha 17 andares.

O Presidente de Taiwan, Ma Ying-jeou, revelou que estão a ser preparadas 1.200 camas em escolas e outros locais para acolher temporariamente os desalojados. Além dos bombeiros, foram chamados mais de 800 militares para as operações de resgate e salvamento das pessoas que continuam sob os escombros.

O fornecimento de eletricidade e água a milhares de casas em Tainan foi interrompido. Também o comboio de alta velocidade que une o norte e o sul de Taiwan deixou de circular por causa do sismo.

O sismo ocorreu ao início de sábado (cerca das 20h de sexta-feira em Lisboa) a uma profundidade de dez quilómetros e a 39 quilómetros a nordeste de Kaohsiung, a segunda maior cidade de Taiwan que tem um porto importante. A magnitude do sismo foi inicialmente calculada em 6,7 graus na escala de Richter, mas as autoridades reviram depois para 6,4.

Taiwan está próxima de duas placas tectónica e é atingida com regularidade por abalos sísmicos. Em junho de 2013, um abalo com magnitude 6,3 atingiu o centro da ilha e provocou quatro mortes e deslizes de terra generalizados. Em setembro de 1999, um abalo de magnitude 7,6 provocou cerca de 2.400 mortos.