A administração da produtora de carnes e enchidos Sicasal garantiu neste domingo, na sequência de uma manifestação de suinicultores junto às instalações da empresa, que trabalha “maioritariamente e preferencialmente” com produtores nacionais, embora reconheça o recurso a produtores espanhóis.

“A Sicasal, marca portuguesa, colabora maioritariamente e preferencialmente com os produtores nacionais, recorrendo a produtores espanhóis quando necessário, uma vez que a produção nacional não é autossuficiente para o consumo interno”, lê-se num comunicado da empresa enviado hoje à agência Lusa.

Um grupo de suinicultores está hoje concentrado junto às instalações da Sicasal, em Vila Franca do Rosário, no concelho de Mafra, tendo já impedido, de acordo com os manifestantes, a entrada de três camiões com porcos espanhóis, num protesto contra a crise no setor que, dizem, põe em causa o emprego de 200 mil pessoas.

A empresa, na nota enviada à Lusa, confirma que até perto das 19:00 verificou-se “o bloqueio da entrada de dois camiões da Sicasal, um deles com produto nacional”.

“A Sicasal é parte integrante da fileira de carne nacional e como tal está empenhada em acompanhar de forma sustentável a subida do preço do porco em proporção à subida do valor da carne nacional no mercado”, refere a empresa, acrescentando que esta posição “foi já comunicada presencialmente aquando da participação na reunião do Gabinete de Crise para a Carne e o Leite, criado pelo Ministério da Agricultura”.