A Igreja Católica estará a informar os seus recém-ordenados bispos que não têm obrigação de denunciar eventuais abusos sexuais a crianças dos quais tenham conhecimento. Ou seja, a denúncia deve partir das vítimas ou dos seus familiares.

A notícia surgiu a partir de um jornalista veterano do Vaticano que citou, no site católico Crux, uma apresentação do Monsenhor francês Tony Anatrella.

Para além desta apresentação, Anatrella, que é também consultor no Conselho Pontífice para a Família e do Conselho Pontífice para os Trabalhadores de Cuidados de Saúde do Vaticano, escreveu um documento com uma série de diretrizes destinado aos novos bispos que começou a ser distribuído na semana passada.

Segundo cita o The Guardian, este documento explica que “de acordo com a legislação civil de cada país onde a denúncia é obrigatória, não é necessariamente dever do bispo denunciar suspeitas às autoridades, ou à polícia ou aos procuradores no momento em que toma conhecimento de crimes ou atos pecaminosos”.

O site Crux acrescenta que a Comissão Pontifical para a Proteção de Menores, criada pelo Papa Francisco no ano passado para combater os abusos a crianças, não foi informado nem esteve envolvido na criação deste documento.