A candidata à liderança do CDS-PP disse esta quinta-feira que o aumento dos juros da dívida soberana portuguesa é preocupante e exige “muita atenção”, considerando que estas notícias não dão tranquilidade a ninguém.

“Eu creio que nós estamos, mais uma vez, numa situação muito preocupante”, afirmou Assunção Cristas numa declaração à imprensa em Ponta Delgada, Açores.

A antiga governante, que se encontra no arquipélago para apresentar a candidatura aos simpatizantes e militantes do partido, referiu que “a subida dos juros tem razões europeias, mas também tem razões nacionais”, assinalando que o comportamento das várias dívidas soberanas não foi a mesma.

“Em Portugal, o que nós vimos foi que em outubro do ano passado tínhamos um juro da dívida a dez anos que estava em 2,3 por cento, hoje bateu nos 4,5 por cento e, na verdade, é mais uma campainha de alarme que está a tocar”, alertou.

Assunção Cristas acrescentou, que sobre isto, o primeiro-ministro, António Costa, “diz que está tranquilo”.

“Eu penso que estas notícias não dão tranquilidade, nem sossego a ninguém, não dão tranquilidade aos portugueses, porque nós já vimos este filme acontecer e, na verdade, Portugal tinha saído do radar dos mercados financeiros e, neste momento, voltou a entrar”, destacou.

Insistindo que as causas “não são só nacionais, mas também são nacionais”, a candidata do CDS-PP defendeu que o país tem de se ocupar daquilo que está nas suas mãos para poder influenciar.

“Quando aparece um Orçamento do Estado que não tem credibilidade e não é reconhecida credibilidade por entidades internas e externas independentes, eu penso que o primeiro-ministro fez mal em não dar mais ouvidos a essas inquietudes, a essas preocupações, porque, provavelmente, nós teremos mesmo que ir afinando e acertando o rumo”, declarou.

Para Assunção Cristas, “é motivo de preocupação” e “motivo de muita atenção para perceber o que é que vai acontecer, como vai decorrer a execução orçamental e, desde logo, se aquilo que está previsto efetivamente é aquilo que é suficiente para dar confiança e garantia de confiança a todos e, desde logo, aos mercados” dos quais o país depende.