O governo brasileiro poderá multar quem impedir o acesso dos agentes de saúde e militares a imóveis durante as ações de combate ao ‘Aedes aegypti’, o mosquito transmissor do vírus zika, da Dengue e da febre Chikungunya. O anúncio foi feito esta segunda-feira pelo ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, numa conferência de imprensa no Palácio do Planalto, em que fez o balanço das ações de combate ao zika executadas sábado.

Segundo Wagner, a multa será aplicada se os proprietários dos imóveis mantiverem repetitivamente focos do mosquito ou se recusarem o acesso dos agentes que participam na campanha de desinfestação.

No início do mês, a Presidente Dilma Rousseff decretou uma medida provisória (MP) que permite a entrada forçada em propriedades públicas e particulares para combater o mosquito.

Segundo a MP, os participantes da campanha podem entrar em locais considerados abandonados e também em casas onde o proprietário não esteja. No segundo caso, porém, eles precisam fazer duas visitas em dias e períodos alternados antes de forçar a fiscalização.

Sobre a mobilização nacional realizada no país no último sábado, o governo brasileiro informou que as ações ocorreram em 428 municípios. Ao todo, 2.865 milhões de residências foram visitadas por 266 mil agentes, sendo 220 mil militares e e 46 mil agentes de saúde.

“Foi uma ação conjunta de todos os gestores do país e de toda a sociedade. Foi um dia muito importante que mostrou unidade nacional”, disse na mesma conferência de imprensa o ministro da Saúde, Marcelo Castro.

A campanha continua esta semana, com 55 mil militares a atuarem contra os focos do ‘Aedes aegypti’ em 270 cidades. Além de informar a população, os militares podem aplicar veneno para matar as larvas do mosquito.