A edição de hoje do Dragões Diário explica que o processo da Comissão de Instrução e Inquérito foi instaurado pelo que foi escrito na ‘newsletter’ “sobre a arbitragem do jogo com o Arouca”, a cargo de Rui Costa, da Associação de Futebol do Porto.

“Que este diário é muito lido já sabemos, que irrita muito os nossos adversários também sabemos, mas que a Liga de Clubes queira agora silenciar a livre expressão da opinião é que não imaginávamos”, pode ler-se na edição de hoje do Dragões Diário.

A 08 de fevereiro, um dia depois da derrota, no estádio do Dragão, do FC Porto com o Arouca, por 2-1, da 21.ª jornada da I Liga, foi referido na ‘newsletter’ que a equipa portista “foi muito penalizada por uma arbitragem de apito leve para os jogadores do FC Porto e que anulou um golo legal, que na altura daria o 2-1 a favor dos Dragões”.

A publicação referia-se ao lance protagonizado pelo argelino Brahimi na segunda parte, minutos antes do segundo golo do Arouca, que daria vantagem aos ‘dragões’, mas que acabou por ser anulado devido a fora de jogo.

Para além do golo anulado, a ‘newsletter’ oficial do FC Porto foi mais longe na altura e abordou o vínculo familiar entre Rui Costa e Paulo Costa (irmão), membro do Conselho de Arbitragem (CA) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), bem como o facto de um dos adjuntos do treinador do Arouca, Lito Vidigal, ser filho do presidente do CA, Vítor Pereira, falando de “coincidências familiares”.

“O Dragões Diário é um produto jornalístico, escrito por jornalistas, sem interferência editorial de qualquer elemento do FC Porto externo ao departamento de informação — nem isso seria admissível. Funciona, isso sim, como uma espécie de provedor do sócio, dando eco ao sentimento dos milhares de adeptos subscritores”, refere a publicação de hoje, acrescentando que “pretender silenciar o Dragões Diário é um tique de outro tempo”, que está determinado a “denunciar”.