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O ex-Alto Comissário na ONU para os refugiados voltou esta terça-feira ao Parlamento e, para começar, foi recebido pelo presidente da Assembleia da República. Ferro Rodrigues quis dar “um abraço a um grande amigo que ao longo dos últimos dez anos” viu “pouco”, mas também dar-lhe conta do empenho do Parlamento na sua candidatura a secretário-geral das Nações Unidas.

“Tudo farei para dar uma ajudinha”. Palavra de Ferro Rodrigues que trabalhou com António Guterres em ambos os seus governos (entre 1995 e 2002) e de quem não tem dúvidas que é “não só um grande candidato, como é um excelente candidato que pode virar a página nas relações internacionais com o seu humanismo”.

Depois do breve encontro com Guterres, Ferro respondeu a perguntas dos jornalistas sobre as dificuldades da eleição, dizendo que “nunca nada é fácil, mas o reconhecimento global do seu trabalho no ACNUR faz com que ele seja o mais reconhecido dos proto-candidatos”. O presidente da Assembleia da República admite que “se houver uma questão que se imponha, como a de género ou a da origem geográfica, isso será mais complicado”. Mas mostra-se convicto que a ONU quer hoje “um processo eleitoral aberto” e aí “António Guterres é a figura” em melhores condições.

Do presidente da Assembleia da República, Guterres recebeu a garantia do empenho de todos os partidos na sua candidatura à ONU (que ainda falta ser formalizada pelo governo), e dali seguiu pelos corredores parlamentares – Ferro ofereceu-lhe um livro sobre o Palácio de São Bento, mas o ex-PM conhece-o bem – até à Comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros para ser ouvido pelos deputados sobre a “problemática das migrações e os refugiados”.

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