O presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy, admitiu esta quinta-feira, a vários líderes europeus, em Bruxelas, ser muito provável a repetição das eleições gerais em Espanha, devido à falta de acordo entre partidos.

A colocação dessa hipótese aconteceu nas conversas antes do início da cimeira europeia, a decorrer em Bruxelas, que Rajoy manteve, entre outros, com o primeiro-ministro britânico, David Cameron, e com o seu homólogo da Estónia, Taavi Roivas, segundo a agência noticiosa EFE.

A agência notou que nas imagens da conversa com Cameron, Rajoy explicou o processo da constituição do governo. O chefe do governo espanhol afirmou ao homólogo britânico não acreditar que irá resultar e que o “mais provável é que haja eleições” em junho.

Na conversa com o líder estónio, Rajoy comentou que a situação está complicada e que é provável que se convoque novas eleições, precisando quantos elementos eleitos tem cada partido.

À entrada para a reunião com o PPE, Rajoy assegurou ser um “cenário impossível” que o seu partido, o PP, se abstenha na votação de investidura para garantir um governo do PSOE liderado por Pedro Sánchez.

Pedro Sánchez também se deslocou hoje a Bruxelas para a reunião do Partido Socialista Europeu e encontros com o comissário europeu dos Assuntos Económicos, Pierre Moscovici, e com o presidente do Parlamento Europeu, Martin Schultz.

Ao comissário europeu, Sánchez garantiu uma “política fiscal rigorosa” e a diminuição do défice público, mas numa lógica que permita manter o crescimento e a coesão social.

O socialista referiu, aos jornalistas, que espera conseguir “em poucos dias” o apoio necessário para chegar à investidura com a garantia de formar governo.