O ministro grego das Finanças lançou este domingo dúvidas sobre a atitude do Fundo Monetário Internacional (FMI) no plano de resgate financeiro da Grécia, questionando-se sobre a sua “boa-fé” em relação à Grécia e à zona euro.

“O Fundo disse que ao mesmo tempo que nos pressionava para as reformas, pressionava os nossos credores para a dívida”, afirmou Euclides Tsakalotos, que tutela a pasta das Finanças na Grécia, exigindo que a União Europeia (UE) alivie a Grécia.

“Mas toda a pressão está sobre nós, na medida em que os Estados-membros disseram que a discussão sobre a dívida só se vai abrir depois de concluída a primeira avaliação” dos esforços de ajustamento de Atenas, disse o governante grego, sublinhando “ter dificuldade em ver que o FMI se comporte de boa-fé”.

“O Fundo deve compreender que nós somos um país europeu” e não pode “dificultar a estratégia do Governo de sair do ciclo viciosos de medidas-recessão-novas medidas”, reiterou.

O Governo helénico e as autoridades europeias acordaram em 2015 um novo programa de resgate financeiro, o terceiro desde 2010, no montante de 86 mil milhões de euros.

Até agora, o FMI não confirmou a sua participação no programa, e já disse que só participa se se aplicarem reformas credíveis e houver um alívio da dívida por parte dos europeus.

Porém, os europeus têm-se manifestado reticentes a este alívio da dívida, o qual contudo é considerado por Atenas como fundamental para continuar com as reformas.