A maioria das 161 unidades de saúde avaliadas pela Entidade Reguladora da Saúde (ERS) no segundo semestre de 2015 obteve classificação de excelência clínica, cumprindo todos os critérios de qualidade exigidos. O Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho foi o único que obteve a distinção máxima nas 16 áreas em análise.

Segundo dados do Sistema Nacional de Avaliação em Saúde (SINAS), elaborados pela ERS e publicados semestralmente, foram avaliados 161 prestadores de cuidados de saúde (hospitais ou clínicas), dos quais 127 (79%) foram classificados e 107 dos quais conseguiram a atribuição da estrela que corresponde ao primeiro nível de avaliação. Destes 107 hospitais com estrela, 64 são do setor público, 28 do setor privado e 15 do social, divulgou esta segunda-feira a ERS.

A dimensão Excelência Clínica reflete os resultados relativos a procedimentos ou diagnósticos no contexto das áreas de Acidente Vascular Cerebral, Cirurgia Cardíaca, Cirurgia de Ambulatório, Cirurgia do Cólon, Cirurgia Vascular, Enfarte Agudo do Miocárdio, Ginecologia, Obstetrícia, Ortopedia, Pediatria e Unidades de Cuidados Intensivos.

A ERS sublinha que nesta dimensão se verificou “a melhoria do cumprimento das práticas ou procedimentos associados a diferentes áreas cirúrgicas”.

No que respeita à segurança do doente, dos 161 prestadores avaliados 130 obtiveram estrela. Quanto à adequação e conforto das instalações, foram 139 as unidades que conseguiram obter esta classificação máxima em 2015. O regulador refere que também cresceu o número de unidades que obtiveram a estrela nas dimensões da segurança do doente e de adequação e conforto das instalações.

Os prestadores que cumprem todos os requisitos de qualidade acedem a um segundo nível de avaliação, no qual é calculado um ‘rating’ individual com níveis de classificação de qualidade que vão do I (mais baixo) ao III (mais alto).

Neste segundo nível de avaliação, o regulador destaca o aumento de unidades que obtiveram nível de qualidade III nas áreas de ginecologia (36%) e obstetrícia (33%), relativamente à avaliação feita no primeiro semestre de 2015.

Esta avaliação teve pela primeira vez em conta as áreas da Dor Aguda e Tromboembolismo Venoso no Internamento.

Relativamente à Dor Aguda, oito prestadores alcançaram o nível II e nenhum obteve a classificação mínima, nem a máxima.

Na área do Tromboembolismo Venoso no Internamento, dois prestadores obtiveram nível de qualidade III, sete unidades alcançaram o nível intermédio e uma outra o nível mais baixo.