Um conjunto de 13 câmaras do Norte juntou-se a um grupo já existente de 15 na assinatura de protocolos com a Universidade do Porto no sentido de promover a transição dos estudantes para o mercado de trabalho.

“É fácil chegar às grandes empresas, não é fácil chegar àqueles que são os 93% dos empregadores, que são as pequenas e médias empresas. Surgiu esta ideia, que foi ‘servirmo-nos’ – passe o termo – das câmaras como intermediários junto das pequenas e médias empresas (PME) de cada um dos concelhos”, disse aos jornalistas o pró-reitor da Universidade do Porto (UP) para a dimensão social do apoio aos estudantes e empregabilidade, Manuel Fontes de Carvalho.

Assim, numa cerimónia hoje na Reitoria da UP foram assinados os protocolos que juntam as câmaras de Arcos de Valdevez, Barcelos, Fafe, Lousada, Maia, Melgaço, Ovar, Paredes, Paredes de Coura, Ponte de Lima, Póvoa de Varzim, Trofa e Vale de Cambra (Guimarães, Oliveira de Azeméis e Santa Maria da Feira estavam previstos, mas a assinatura dos respetivos protocolos foi adiada) às 15 já existentes.

De acordo com o comunicado do gabinete de imprensa da universidade, “as câmaras municipais dispõem-se a acolher nas suas estruturas os estudantes para que estes tenham um primeiro contacto com o mundo do trabalho e, em contrapartida, têm a oportunidade de identificar futuros graduados que preencham as necessidades de recursos humanos dos seus concelhos”.

A cerimónia de hoje abrangeu também a assinatura de um documento que une neste esforço as universidades do Porto, Trás-os-Montes e Alto Douro e Vigo, esta última cidade que vai acolher uma feira de emprego presencial no final do ano, como réplica da que se vai realizar na Exponor, em Matosinhos, em novembro.

Segundo Fontes de Carvalho, estão em curso negociações com a Universidade do Minho e com o Eixo Atlântico para expandir a iniciativa.

Por seu lado, o secretário de Estado do Emprego, Miguel Cabrita, recordou que “hoje as universidades têm um papel ativo e decisivo no estímulo das competências” dos alunos que saem para o mercado de trabalho, sendo necessário que as instituições expandam as suas funções para lá daquilo que é o pedagógico e o científico.

Miguel Cabrita lembrou o elevado nível de insegurança do mercado laboral português e, nesse sentido, sublinhou que “criar mais empregos é uma resposta necessária, mas não suficiente”, uma vez que é preciso melhorar as relações e as condições laborais.