Os destroços do caça-minas Roberto Ivens, que pertencia à Armada Portuguesa, foram encontrados ao largo de Cascais quase um século depois de este ter afundado, anunciou o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior em comunicado. Segundo a Agência Lusa, a localização precisa dos destroços encontrava-se a cerca de quatro milhas náuticas (oito quilómetros) a sul da entrada da barra do Porto de Lisboa.

O navio afundou em 1917, cerca de um ano depois de a Alemanha ter declarado guerra a Portugal, durante a I Guerra Mundial. Tudo aconteceu na barra do rio Tejo, quando o navio da Armada portuguesa colidiu com uma mina aí colocada por um submarino alemão, que passou por águas portuguesas. A explosão fez o navio partir-se em dois, tendo-se afundado em poucos minutos e provocado a morte a 15 membros da tripulação.

Segundo o comunicado, o caça-minas foi encontrado na sequência da investigação realizada pelo Instituto de História Contemporânea, em 2014, pela Comissão Cultural da Marinha e pelo Instituto Hidrográfico da Marinha Portuguesa, que culminou na descoberta, feita com recurso a um sonar lateral.

O navio foi descoberto “numa posição distinta daquela onde a documentação oficial o apontava como perdido”, segundo relata o comunicado, que sublinha ainda que a descoberta ocorre no momento em que se assinalam os 100 anos da entrada de Portugal na I Guerra Mundial. A efeméride será assinalada durante este ano através de várias iniciativas, que serão promovidas pelo Ministério da Defesa, tutelado pelo ministro Azeredo Lopes, e pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, liderado pelo ministro Manuel Heitor.

Quanto ao navio, fonte da Marinha revelou à Lusa que vai ser utilizado um equipamento chamado Remotely Operated Vehicle (ROV) para “recolher imagens em profundidade” e “ver o estado em que [o navio] está”. A partir daí, a Marinha irá “avaliar a hipótese de o reflutuar e [de] recuperar os destroços. Vamos ver como vamos evoluir”, avançou ainda esta fonte.