O marido da Infanta Cristina, de Espanha, sentou-se esta sexta-feira no banco dos réus para ser interrogado no âmbito das acusações de corrupção, branqueamento de capitais e fuga ao fisco, que lhe foram feitas. Ao promotor do Ministério Público, Pedro Horracha, Iñaki Urdangarin admitiu que tinha contratado colaboradores de forma fictícia para a empresa que detinha com a infanta de Espanha, a Aizoon. Contudo, afirma que quem foi responsável por isso foi Miguel Tejeiro, antigo secretário do Instituto Nóos.

Urdangarin afirma que só conheceu a existência de colaboradores fictícios já o processo estava a decorrer. O promotor Pedro Horracjh tentou, durante o interrogatório, desculpar o envolvimento da Infanta Cristina – suspeita de ter cooperado nos alegados crimes do ex-marido – mas a juíza Samantha Romero repreendeu-o. O promotor terá dito que a sua função é “não só acusar, como também evitar acusações infundadas”, conta o El Mundo.

O processo que envolve a irmã e cunhado do rei Felipe VI, de Espanha, envolve 18 pessoas e 360 testemunhas. Estarão sentados nos bancos dos réus a infanta Cristina, Iñaki Urdangarin A infanta enfrenta uma acusação de oito anos de prisão e uma multa de dois milhões de euros. Para o marido, o Ministério Público pediu, no início de dezembro, uma pena de 19 anos e meio de prisão.