Este sábado Pedro Sánchez conseguiu o apoio da maioria dos militantes do partido, PSOE, para avançar com o acordo com o Ciudadanos — a consulta interna referente ao pacto celebrado na passada quarta-feira conseguiu 75% dos votos favoráveis. Agora, o reforço vem do outro lado da barricada: Albert Rivera, que encabeça o Ciudadanos, admitiu ter errado quando afirmou que não firmaria qualquer pacto com nenhum dos grandes partidos até que os casos de corrupção fossem resolvidos.

“Tenho de reconhecer uma coisa: não imaginei este cenário e cometi um erro”, disse Rivera no programa La Sexta Noche. “Como Rajoy e Sánchez não dão as mãos, não tivemos escolha”, confessou, contrariando a posição que o partido já antes havia tornado pública. Foi há sensivelmente um mês que José Manuel Villegas, o número dois do Ciudadanos, disse: “Não contemplamos votar a favor de Pedro Sánchez em nenhuma circunstância”.

PSOE pede a Podemos para fazer consulta interna

A somar a estes desenvolvimentos estão as declarações de César Luena, secretário do PSOE, que sugeriu que o Podemos deveria realizar uma consulta interna semelhante à que os socialistas fizeram no sábado passado.

Sabemos o que pensam os dirigentes de alguns partidos, era bom sabermos a opinião dos seus militantes, afirmou Luena.

É que, enquanto PSOE e Ciudadanos celebravam um acordo, o Podemos suspendia as negociações com os socialistas. “O acordo de Sánchez e Rivera não é compatível connosco”, chegou a afirmar Íñigo Errejón, porta-voz e número dois daquele partido.

A crise em Espanha arrasta-se desde o final de dezembro, uma vez que nenhum partido conseguiu a maioria absoluta nas últimas eleições legislativas, ainda que o PP de Mariano Rajoy tenha sido a força política mais votada.