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China

Comércio entre China e países lusófonos caiu 25,73% em 2015

Trocas comerciais entre a China e os países de língua portuguesa caíram 25,73% em 2015, atingindo 90,60 mil milhões de euros. Esta é a primeira queda desde 2009.

Manuel Moura/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

As trocas comerciais entre a China e os países de língua portuguesa caíram 25,73% em 2015, atingindo 98,47 mil milhões de dólares (90,60 mil milhões de euros), a primeira queda desde 2009, indicam dados oficiais.

Além do primeiro declínio desde 2009 (altura em que desceu 18,9%), foi também a primeira vez que o valor ficou abaixo dos 100 mil milhões de dólares desde 2010, ano em que o comércio entre a China e os países de língua portuguesa totalizou 91,42 mil milhões de dólares (84,11 mil milhões de euros), segundo dados compilados pela agência Lusa.

Dados dos Serviços de Alfândega da China publicados no portal do Fórum Macau indicam que, entre janeiro e dezembro, a China comprou aos países de língua portuguesa bens avaliados em 62,30 mil milhões de dólares (57,32 mil milhões de euros) — menos 27,92% — e vendeu produtos no valor de 36,16 mil milhões de dólares (33,27 mil milhões de euros), menos 21,62% face a 2014.

O Brasil manteve-se como o principal parceiro económico da China, com o volume das trocas comerciais bilaterais a cifrar-se em 71,80 mil milhões de dólares (66,07 mil milhões de euros) em 2015, menos 17,37% comparativamente a 2014.

As exportações da China para o Brasil atingiram 27,42 mil milhões de dólares (25,23 mil milhões de euros), traduzindo uma quebra de 21,47%, enquanto as importações chinesas totalizaram 44,38 mil milhões de dólares (40,84 mil milhões de euros), refletindo uma descida de 14,61% em termos anuais.

Com Angola, o segundo parceiro chinês no universo da lusofonia, as trocas comerciais caíram 46,84%, para 19,70 mil milhões de dólares (18,13 mil milhões de euros), entre janeiro e dezembro de 2015.

Pequim vendeu a Luanda produtos avaliados em 3,72 mil milhões de dólares (3,4 mil milhões de euros) — menos 37,71% face a 2014 — e comprou mercadorias avaliadas em 15,98 mil milhões de dólares (14,70 mil milhões de euros), ou seja, menos 48,60%.

Com Portugal – terceiro parceiro da China no universo de países de língua portuguesa -, o comércio bilateral ascendeu a 4,37 mil milhões de dólares (4,02 mil milhões de euros) — menos 8,99% –, numa balança comercial favorável a Pequim que vendeu a Lisboa bens na ordem de 2,89 mil milhões de dólares (2,65 mil milhões de euros) — menos 7,61% — e comprou produtos avaliados em 1,47 mil milhões de dólares (1,35 mil milhões de euros), menos 11,59%.

Só no mês de dezembro, as trocas comerciais entre a China e os países de língua portuguesa ascenderam a 7,57 mil milhões de dólares (6,96 mil milhões de euros) em dezembro, refletindo um aumento de 12,66% face ao mês anterior.

Os dados divulgados incluem São Tomé e Príncipe, apesar de o país manter relações diplomáticas com Taiwan e não participar diretamente no Fórum Macau.

A China estabeleceu a Região Administrativa Especial de Macau como a sua plataforma para o reforço da cooperação económica e comercial com os países de língua portuguesa em 2003, ano em que criou o Fórum Macau, que reúne ao nível ministerial de três em três anos. A próxima conferência ministerial, que será a quinta desde 2003, deve realizar-se este ano, mas ainda não há data.

Este mês, o Governo de Macau criou uma Comissão para desenvolver a plataforma de cooperação comercial entre a China e os países de língua portuguesa.

Essa comissão é presidida pelo chefe do Executivo e tem, entre as suas competências, a realização de “estudos sobre a construção da RAEM [Região Administrativa Especial de Macau] como uma ‘Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa’ e elaborar as medidas e políticas necessárias”.

Conta com 11 membros, cujo mandato tem a duração de um ano, todos membros de diferentes tutelas do Governo, não havendo representantes dos países de língua portuguesa.

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