O Brasil confirmou 641 casos de microcefalia e 139 bebés com malformações congénitas que morreram, desde o início do surto do vírus Zika em outubro, informou o Ministério da Saúde na terça-feira.

Os mais recentes dados correspondem a um aumento de 10% do número de casos de microcefalia reportados pelo ministério na semana passada. As autoridades estão a investigar outros 4.222 possíveis casos de microcefalia, em que o bebé nasce com a cabeça anormalmente pequena e muitas vezes sem o completo desenvolvimento do cérebro.

Cientistas no Brasil relacionam o aumento da microcefalia com o crescimento do vírus Zika transmitido por mosquito, com um número estimado de 1,5 milhões de pessoas infetadas. A Organização Mundial de Saúde está a estudar a possível conexão e considera o surto do Zika uma emergência de saúde internacional.

O Brasil reporta habitualmente 150 casos de microcefalia por ano. As malformações congénitas também estão associadas a mães que contraem sífilis, rubéola ou toxoplasmose durante a gravidez.