A ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, admitiu esta quarta-feira criar um horário de trabalho de referência na Guarda Nacional Republicana, uma das principais reivindicações dos militares da corporação.

“No âmbito da negociação do estatuto, ainda estou a fazer uma ponderação se não hei de regulamentar, antes, a legislação anterior, e fixar um horário de referência para a GNR”, disse Constança Urbano de Sousa, no parlamento, onde está a ser ouvida no âmbito da discussão da apreciação na especialidade do Orçamento do Estado para 2016.

A criação de um horário de trabalho de referência para a GNR é uma questão “particularmente sensível” para a ministra.

“É um estatuto que vai ter de ser também negociado com outros setores, nomeadamente com a Defesa. Portanto, terei de ter alguma prudência, mas sou sensível a essa questão”, sustentou a ministra.

Constança Urbano de Sousa adiantou que está previsto para este ano a aprovação de um novo estatuto profissional da GNR, que terá que ser negociado no seio do Governo.

No entanto, adiantou que existem duas questões sensíveis: a criação de um horário de trabalho de referência e a promoção na carreira até ao topo dos oficiais da GNR.

A criação de um horário de trabalho de referência para os militares da GNR é uma das principais reivindicações das associações socioprofissionais, estando prevista no estatuto profissional de 2009, mas nunca chegou a ser regulamentada.