O procurador do Ministério Público Federal do Brasil Carlos Fernando dos Santos Lima disse que tanto o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva como a atual chefe de Estado, Dilma Rousseff, beneficiaram dos esquemas de corrupção na Petrobras.

Falando sobre as investigações contra Lula da Silva, detido hoje para depor, no âmbito da 24.ª fase da operação Lava Lato, que investiga um alegado esquema de corrupção que envolve empresas privadas e públicas, incluindo a Petrolífera Petrobras, o procurador citou vantagens supostamente obtidas pela Presidente em exercício.

“Como já foi dito pelo Procurador-Geral da República, este esquema de corrupção na Petrobras é um esquema de compra de apoio político partidário. É neste sentido que existe a vinculação da Presidente Dilma porque ela é a chefe de Estado”, disse.

Santos Lima fez questão de dizer, porém, que Dilma não é investigada na Operação Lava Jato.

“Não investigamos ninguém com foro privilegiado em Curitiba. Se aparecer qualquer indício da participação de algum envolvido que tenha foro privilegiado nós remeteremos a informação para Brasília”, declarou.

Mesmo que o seu nome não seja vinculado como participante ativa do escândalo, a credibilidade pessoal da Presidente brasileira deve ser abalada pelo caso porque Lula da Silva, que é seu padrinho político, passou a figurar entre os suspeitos de obter vantagens no esquema de corrupção da Petrobras.